O domingo, 24 de agosto, amanheceu mais silencioso para a cultura e o jornalismo de Feira de Santana. O jornalista, radialista e escritor Carlos Antônio de Lima faleceu, deixando não apenas a dor da perda, mas também um legado sólido e imortalizado nas letras, no rádio e na vida intelectual da cidade.
Mais do que um membro ativo da Academia Feirense de Letras (AFL), Lima foi um dos fundadores da instituição, cuja sede está instalada no histórico Casarão dos Olhos D’Água. Sua trajetória à frente da Academia foi marcada por duas gestões presidenciais de 2019 a 2020 e 2023, nas quais trabalhou pela valorização da literatura e pelo fortalecimento da identidade cultural de Feira de Santana.
Durante o velório, a emoção deu o tom da despedida. O atual presidente da AFL, Dr. João Batista, prestou uma última e simbólica homenagem ao fundador: estendeu sobre o caixão a bandeira da Academia, gesto que simboliza respeito, gratidão e reconhecimento pela dedicação de Lima à causa literária.
Na manhã desta segunda-feira, 25, às 9h, o arcebispo emérito Dom Itamar Vian, também membro da AFL, conduzirá uma mensagem de fé e reflexão durante a cerimônia de despedida no Centro de Velório Gilson Macêdo, no bairro Kalilândia.
Figura marcante no rádio feirense e referência no jornalismo baiano, Carlos Lima deixa um legado que ultrapassa as ondas sonoras e as páginas escritas: deixa o exemplo de quem soube, com inteligência e coragem, usar a palavra como instrumento de transformação.
Feira de Santana perde um comunicador de voz firme, mas ganha um eterno guardião da memória cultural da cidade.

Carlos Lima na galaria dos ex-presidentes da Academia Feirense de Letras
(Rota da Informação).
Foto: Divulgação