ACM Neto defende liberdade do eleitor e diz estar preparado para trabalhar com Lula ou qualquer presidente

Candidato ao Governo da Bahia afirma que voto é secreto, reage ao chamado “voto Lula-Neto” e critica argumento de que alinhamento partidário resolveria problemas do Estado

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) entrou nesta terça-feira (1º) no debate sobre o chamado “voto Lula-Neto”, estratégia que defende a combinação de votos no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a Presidência da República, e no candidato do União Brasil, para o Palácio de Ondina.

Em publicação nas redes sociais, Neto afirmou que o eleitor deve ter liberdade para escolher seus candidatos e lembrou que a decisão depositada nas urnas é protegida pelo sigilo do voto.

No dia 4 de outubro é só você e a sua consciência – ninguém vai fiscalizar o seu voto, escreveu.

A manifestação ocorre em meio às articulações eleitorais na Bahia e à tentativa de diferentes grupos políticos de ampliar suas bases para além das preferências partidárias tradicionais.

Experiência em governos de diferentes presidentes

Ao abordar o tema, ACM Neto também recorreu à sua experiência como prefeito de Salvador. Ele afirmou que administrou a capital baiana durante os governos de três presidentes da República de diferentes orientações políticas.

O candidato destacou ainda que deixou a Prefeitura de Salvador com mais de 80% de aprovação, segundo números mencionados por ele na publicação.

A estratégia utilizada por Neto busca reforçar a ideia de que a gestão estadual pode manter uma relação institucional com Brasília independentemente da coloração partidária do presidente eleito.

Críticas ao discurso de alinhamento político

Na mesma manifestação, ACM Neto criticou o argumento de que a proximidade entre os governos federal e estadual seria suficiente para garantir soluções para os problemas da Bahia.

Sem citar diretamente outras situações além do debate político local, Neto afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) defendia que o fato de integrar o mesmo partido do presidente seria um diferencial para o Estado, mas, segundo ele, essa condição não teria produzido os resultados prometidos.

Jerônimo dizia que ser do mesmo partido do presidente resolveria os problemas da Bahia, mas não resolveu, afirmou.

“A Bahia precisa de parceria”

ACM Neto também antecipou como pretende conduzir a relação com o governo federal caso seja eleito.

O candidato afirmou que estará disposto a trabalhar institucionalmente com o presidente escolhido pelos brasileiros, independentemente de sua posição política.

Estarei preparado para trabalhar com o presidente que o Brasil escolher, porque a Bahia precisa de parceria, não de ameaça, chantagem ou desculpa, declarou.

A declaração coloca a relação entre Bahia e Governo Federal como um dos temas que devem ganhar espaço na disputa pelo Governo do Estado, especialmente diante da polarização política que marca a eleição presidencial de 2026.

Da Redação – Soteropolis Noticias

Imagem: apoio ex-prefeito de Jacobina (Foto: reprodução/Redes Sociais @tiagodiasoficial)

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