Magistrado íntegro, firme em seus posicionamentos e dedicado ao serviço público, deixa legado de coragem institucional e compromisso com o Direito
A Bahia amanheceu de luto nesta terça-feira (24) com a notícia da morte do desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Carlos Alberto Dultra Cintra, aos 82 anos.
As causas do falecimento não foram oficialmente divulgadas pela família. O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (25), às 15h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
Natural de Ipirá, no sertão baiano, Carlos Alberto Dultra construiu uma trajetória marcada pela disciplina, pela firmeza de caráter e pelo profundo respeito às instituições. Antes de chegar ao posto de desembargador, atuou como promotor de Justiça e exerceu a função de procurador-geral de Justiça, sempre com postura técnica e senso de responsabilidade pública.
Em 1994, ascendeu ao cargo de desembargador, após sólida atuação no Ministério Público. Entre 2002 e 2004, presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia, período em que se destacou pela independência administrativa e por posicionamentos firmes, inclusive em momentos de tensão institucional com o governo estadual da época.
Também esteve à frente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, conduzindo a Justiça Eleitoral com equilíbrio, serenidade e compromisso democrático.
Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, em 1967, dedicou mais de duas décadas à magistratura. Aposentou-se em 2014, deixando para trás uma história construída com trabalho silencioso, decisões firmes e respeito à Constituição.
Carlos Alberto Dultra Cintra parte, mas permanece como referência de ética, coragem e zelo pela Justiça — qualidades que marcaram sua vida pública e que ecoarão na memória do Judiciário baiano.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Divulgação

