Senado aguardará decisão do STF sobre decretos de acesso a armas

Foi novamente adiada a votação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 55/2021, que cancela decretos do presidente Jair Bolsonaro sobre o acesso a armas e munições. O novo adiamento foi decidido nesta quinta-feira (15), após questão de ordem feita pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina na Casa. Ela afirmou que é prudente aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. O processo está na pauta da sessão virtual do STF desta sexta-feira (16).

A entrada em vigor dos quatro decretos de Bolsonaro estava prevista para esta semana, mas uma liminar da ministra do STF Rosa Weber suspendeu na segunda-feira (12) vários de seus dispositivos. A liminar foi deferida em resposta a cinco Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 6675, 6676, 6677, 6680 e 6695). É essa decisão de Rosa Weber que precisa ser confirmada pelo plenário do Supremo.

? Conseguimos, pelo menos em caráter temporário, o objetivo que buscávamos, que era evitar a vigência do decreto. Eu pergunto se Vossa Excelência [o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco] não poderia ouvir os líderes para retirar esse item de pauta. Nós ainda não sabemos qual vai ser a deliberação definitiva do plenário do Supremo Tribunal Federal ? solicitou Simone Tebet durante a sessão desta quinta.

Consultado por Rodrigo Pacheco, o senador Paulo Rocha (PT-PA), autor do projeto, concordou com o adiamento. Ele ressaltou que decisão sobre a ampliação do acesso a armas não pode ficar apenas nas mãos do presidente Jair Bolsonaro.

? Nós concordamos em adiar esse debate, esperando exatamente que o Supremo confirme essa decisão. O debate não pode ser presidido por uma visão do presidente da República. Perguntaram uma vez para ele: ‘Qual é a sua profissão?’. E ele respondeu: ‘A minha profissão é matar, porque eu sou lá do Exército’ ? disse Paulo Rocha, que destacou a campanha do presidente a favor das armas.

O relator do projeto, senador Marcos do Val (Podemos-ES), também aceitou adiar a discussão. Na semana passada, ele já havia pedido o adiamento da discussão para ter mais tempo para analisar o tema. E observou que pode fazer adaptações em seu relatório após a decisão do plenário do STF.

? Eu acho pertinente [o adiamento]. Acho que temos que ter um tempo para o debate. Por mim não tem problema nenhum. O relatório está pronto e, dependendo do que for deliberado amanhã [sexta-feira] pelo STF, nós vamos ter que fazer algumas adaptações ? declarou Marcos do Val.

O adiamento também recebeu o apoio do líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), e da líder do Bloco Parlamentar Senado Independente (formado por PDT, Cidadania, Rede e PSB), senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que já havia levantado questão de ordem sobre isso no início da sessão.

Decretos
Os quatro decretos presidenciais, publicados em fevereiro, regulamentam o Estatuto do Desarmamento. Entre eles estão o que afasta o controle do Comando do Exército sobre a aquisição e o registro de alguns armamentos e equipamentos.

O projeto que pretende suspender esses decretos foi apresentado pelo senador Paulo Rocha e tramita em conjunto com outros 13 textos semelhantes: PDL 63/2021, PDL 62/2021, PDL 64/2021, PDL 57/2021, PDL 60/2021, PDL 69/2021, PDL 66/2021, PDL 74/2021, PDL 65/2021, PDL 58/2021, PDL 59/2021, PDL 73/2021 e PDL 61/2021.

O último relatório do senador Marcos do Val, apresentado nesta quinta-feira, é pela rejeição dos projetos ? portanto, a favor da manutenção integral dos decretos presidenciais e pela prejudicialidade dos trechos suspensos por Rosa Weber, que não seriam votados. A intenção, segundo o senador, é evitar insegurança jurídica com decisões conflitantes entre os Poderes Legislativo e Judiciário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

INSS: benefícios não serão suspensos por falta de reabilitação profissional

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não suspenderá os pagamentos de benefícios, referentes aos meses de maio e junho deste ano, dos trabalhadores que ficaram impossibilitados de participar do programa de reabilitação profissional. A medida vem sendo adotada desde o ano passado em razão da pandemia da Covid-19. A Portaria 1.292/2021 foi publicada nesta sexta-feira (16) no Diário Oficial da União.

Na Bahia, nós do PSD marcharemos com Lula se ele for candidato, diz Otto

O presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, afirmou nesta sexta-feira (16) que, ao menos em nível estadual, o seu partido apoiará a possível candidatura do ex-presidente Lula contra Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição ao Planalto em 2022. Para Otto, a anulação das condenações do petista, confirmada no plenário do STF na quinta (15), muda completamente a arrumação do tabuleiro político da futura disputa.

Presidente do Senado confirma nomes para CPI da Pandemia

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, confirmou nesta quinta-feira (15) os nomes que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que vai investigar a condução do combate à pandemia pelo governo federal e o uso de verbas federais transferidas a estados e municípios.

Ações contra à Covid foi tema de reunião, hoje, entre Adolfo Menezes, líderes governistas da ALBA e Rui Costa

A manhã desta quarta-feira (14.04) foi de debates para o presidente Adolfo Menezes e as lideranças governistas da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA Rosemberg Pinto (PT), Osni Cardoso (PT), Eduardo Salles (PP), Diego Coronel (PSD) e Samuel Júnior (PDT) com o governador Rui Costa, envolvendo temas como as ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Um dos itens foi, especialmente, a compra de vacinas pelos Estados e Municípios, principalmente em razão da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de permitir a importação do imunizante russo Sputnik V, a partir do dia 29 de abril.
?Foi uma reunião muito proveitosa entre as principais lideranças do Legislativo e o Executivo, nas pessoas do governador Rui Costa e do secretário de Relações Institucionais, Jonival Lucas. Estamos em uma batalha fundamental contra a pandemia da Covid-19 para manter, sobretudo, a vida. A incompetência do Governo Federal em não comprar as vacinas no momento certo só fez aumentar o número de brasileiros mortos, já superando a casa dos 360 mil. Felizmente, ontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, determinou que a Sputnik V, a vacina russa, poderá ser importada, com ou sem o aval da Anvisa, a partir do próximo dia 29?, salienta Menezes.
Para o chefe do Legislativo, as atitudes do presidente Bolsonaro contribuíram muito para o agravamento da pandemia. ?Não podemos esquecer que o Governo Federal deixou de comprar 70 milhões de doses da Pfizer, no ano passado, e desdenhou da Coronavac chinesa, dizendo que as pessoas que a tomassem iam virar ?jacaré?. Ironia do destino: é justamente a Coronavac, desenvolvida em parceria com o Butantan, a partir de uma decisão do governador João Dória, de SP, que garante 80% da vacinação que, hoje, temos no país ?, completa Menezes. (Ascom)

CPI da Covid é criada pelo Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, leu nesta terça-feira (13) o requerimento de criação da CPI da Covid. Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o documento estipula que essa comissão parlamentar de inquérito investigará ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia e o colapso da saúde no estado do Amazonas no começo do ano.