Bolsonaro abandona antigos aliados visando estabilidade política e Orçamento

Com o Orçamento apertado, tentando evitar um processo de impeachment e adotando um perfil populista com a proximidade da eleição de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem abandonado aliados que o ajudaram a chegar no Palácio do Planalto em 2018.

Na semana passada, por exemplo, sob a justificativa de não incorrer em crime de responsabilidade fiscal e acabar embasando um processo de impedimento contra seu governo, ele vetou o perdão de dívidas de igrejas, contrariando a bancada evangélica, uma das mais fiéis a seu governo.

Contudo, o próprio Bolsonaro sugeriu que os congressistas derrubem o veto, tentando minimizar o mal estar e não implodir a ponte com a frente parlamentar, que reúne 195 dos 513 deputados e 8 dos 81 senadores.

O presidente também passou a desautorizar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que lhe trouxe apoio forte do mercado durante a campanha. O atrito ocorre porque a agenda liberal esbarra no populismo de Bolsonaro, que já visa a reeleição, em 2022.

Segundo a Folha de S.Paulo, quem conhece Bolsonaro de longa data responsabiliza o núcleo militar do Palácio do Planalto pelas mudanças no comportamento do presidente. Sob reserva, dois aliados relataram à Folha que Bolsonaro costumava se queixar, por exemplo, da dificuldade que tinha para entrar em quartéis em suas campanhas e que o capitão do Exército não tinha acesso aos generais, que hoje orbitam em torno do presidente e formam seu núcleo duro.

Bolsonaro é descrito por aliados e auxiliares como desconfiado e impositivo. Além de fazer mudanças em seu núcleo de confiança com regularidade, o chefe do Poder Executivo tem dificuldades em aceitar conselhos que contrariam as suas posições e raramente perdoa quando é criticado em público.

Procuradora é nomeada prefeita interina após município ficar sem gestor por mais de 15 dias

A procuradora Bianca Bittencourt foi nomeada prefeita interina de Olindina, neste sábado (19). O município estava sem prefeito por cerca de 15 dias, depois que o gestor, Vanderlei Caldas, foi afastado do cargo por causa da Covid-19. O chefe do Executivo municipal está internado em Salvador.

Após o afastamento do prefeito, o vice Carlos Ubaldino pediu uma licença para não assumir a função interinamente. Essa licença chegou a ser negada pelos vereadores em uma votação, e então Carlos Ubaldino apresentou um atestado médico e alegou afastamento por condição de saúde.

Fabíola Mansur reverencia memória de ‘portela’

A deputada Fabíola Mansur (PSB) manifestou ‘profundo pesar’ pela morte do assessor parlamentar José Aguiar do Nascimento, que atuava na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Através de moção de pesar apresentada na Casa, a socialista homenageou ‘Portela’, como era conhecido o funcionário, que faleceu, em Salvador, terça-feira, dia 15 de setembro.