CCJ da Câmara analisa PECs que propõem fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Propostas avançam na fase de admissibilidade e podem seguir para comissão especial antes de votação em plenário

O que está em jogo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22), às 14h30, o parecer sobre propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho no Brasil.

A análise havia sido adiada na semana passada após pedido de vista dos deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Bia Kicis (PL-DF). Agora, o tema retorna à pauta em um momento decisivo.


Entenda o que será votado

Diferente do que muitos pensam, a CCJ não vai decidir ainda sobre a mudança na jornada de trabalho.

Nesta fase, os deputados analisam apenas se as propostas:

  • respeitam a Constituição
  • possuem validade jurídica
  • estão tecnicamente adequadas

Se aprovadas, seguem para uma comissão especial, onde o texto pode ser alterado antes de ir ao plenário.


Relator defende avanço das propostas

O deputado Paulo Azi (União-BA), relator das matérias, apresentou parecer favorável à continuidade da tramitação.

Segundo ele, não há impedimentos constitucionais para o debate avançar.

Azi destacou que o tema tem forte impacto social, embora ainda existam divergências sobre:

  • efeitos econômicos
  • modelo ideal de transição

Quais propostas estão em discussão

Duas PECs passaram a tramitar em conjunto:

✔️ PEC 8/2025 (Erika Hilton – Psol-SP)

  • Jornada de 4 dias por semana
  • 3 dias de descanso
  • Limite de 36 horas semanais

✔️ PEC 221/2019 (Reginaldo Lopes – PT-MG)

  • Redução gradual da jornada
  • Meta de 36 horas semanais em até 10 anos

Por que isso importa

O debate ganhou força porque impacta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros que atuam no regime 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso).

A votação na CCJ é vista como o primeiro teste político real para medir a viabilidade dessas mudanças no Congresso.


Governo propõe caminho alternativo

Enquanto as PECs avançam, o governo federal apresentou um projeto de lei que prevê:

  • jornada de 40 horas semanais
  • dois dias de descanso

A estratégia do Executivo é acelerar a tramitação, já que projetos de lei costumam ser aprovados mais rapidamente do que emendas constitucionais.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem sinalizado preferência pela discussão via PEC.


O que acontece agora

Se o parecer for aprovado na CCJ:

  1. As propostas seguem para comissão especial
  2. Podem sofrer alterações
  3. Depois vão ao plenário da Câmara

Da Redação – Soteropolis Noticias

Foto: Divuglação

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