Carne bovina de primeira foi o principal fator de pressão para o bolso do consumidor
O custo de vida para as famílias soteropolitanas ficou mais caro no encerramento de 2025. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Dieese em parceria com a Conab, Salvador registrou uma alta de 1,55% no valor dos alimentos essenciais em dezembro.
O índice colocou a capital baiana em uma posição de destaque negativo, figurando entre as cinco maiores elevações de preços no Brasil, superada apenas por Maceió, que liderou o ranking nacional com 3,19%, e Belo Horizonte, com 1,58%.
O levantamento aponta que o movimento de alta atingiu 17 das 27 capitais monitoradas, enquanto o alívio no bolso foi sentido principalmente na região Norte. Cidades como Porto Velho e Boa Vista registraram as quedas mais expressivas, com reduções de 3,60% e 2,55%, respectivamente.
Apesar dessas exceções regionais, a pressão inflacionária sobre o prato dos brasileiros foi generalizada em boa parte do território nacional, afetando diretamente o poder de compra das camadas mais vulneráveis da população.
Vilões da cesta
A carne bovina de primeira foi o principal fator de pressão para o bolso do consumidor, apresentando aumento em 25 das 27 capitais pesquisadas. O item, que possui um peso significativo no orçamento doméstico, sofreu com a redução da oferta de animais para abate e o aquecimento da demanda típica das festas de fim de ano.
Somado a isso, a batata registrou altas em quase todas as cidades do país, influenciada por questões climáticas que prejudicaram a safra em importantes regiões produtoras. (Otavio Queiroz – bahia.ba).
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

