Governo diz que medida permitirá agilizar recursos para enfrentar os impactos do desastre; ministro da Fazenda descarta, neste momento, aumento de impostos
O governo da Colômbia avalia decretar estado de emergência econômica para ampliar e acelerar a resposta aos impactos do forte terremoto que atingiu diferentes cidades do país. A informação foi apresentada nesta terça-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Miguel Gómez, durante pronunciamento ao Parlamento.
Segundo o ministro, a medida permitiria ao governo mobilizar recursos com maior rapidez e adotar ações emergenciais para atender às áreas afetadas e reduzir os efeitos econômicos provocados pelo desastre.
Com a eventual decretação da emergência, o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella poderá receber poderes temporários para editar decretos nas áreas econômica e tributária, sem a necessidade de aprovação prévia do Congresso.
Gómez, porém, afirmou que o governo não pretende aumentar impostos como resposta imediata à crise. De acordo com o ministro, a estratégia será priorizar uma revisão do Orçamento Geral da Nação (PGN), com redução de despesas administrativas e cortes em gastos considerados não essenciais.
A orientação, segundo ele, é buscar primeiro medidas de contenção e economia dentro do próprio orçamento antes de discutir qualquer eventual aumento da carga tributária sobre a população.
A decisão sobre a decretação do estado de emergência deverá definir os próximos passos do governo para enfrentar as consequências econômicas e sociais provocadas pelo terremoto.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Joaquin Samiento (AFP)

