A deputada Olívia Santana (PCdoB) participou, nesta quarta-feira (19), da abertura do II Congresso da Mulher Negra da OAB Bahia, realizado no auditório da Universidade Salvador (Unifacs), no bairro Caminho das Árvores. Representando a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, a parlamentar ressaltou a importância de debater a interseccionalidade no contexto da luta por igualdade e justiça racial.
“Esse é um conceito que muita gente ainda não conhece, mas interseccionalidade significa a sobreposição das opressões”, frisou Olívia. Nesse contexto, explicou a deputada, uma mulher negra enfrenta o racismo independentemente da classe social, mas o problema é agravado quando ela vive em condições de pobreza, é lésbica, idosa ou possui deficiência.
“Isso se chama interseccionalidade das opressões. É preciso compreender isso para que as políticas públicas possam enfrentar essas múltiplas formas de discriminação e de opressão que limitam o potencial de nós, mulheres negras”, acrescentou a parlamentar.
Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), o congresso teve como tema “Justiça Racial e Interseccionalidades: Desafios para a construção de uma democracia verdadeiramente inclusiva”. A programação contou com palestras que abordaram diferentes dimensões da luta por justiça racial e encerrou a série de ações promovidas pela OAB-BA em celebração ao Julho das Mulheres Negras, em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho.
A presidente da OAB-BA, Daniela Borges, afirmou que o encontro é fruto do compromisso da instituição com o debate da pauta antirracista. “Essa é uma oportunidade para discutir o tema racial, suas interseccionalidades, com o objetivo de refletir os desafios para que a gente tenha uma democracia verdadeiramente inclusiva”, assinalou.
A dirigente da OAB baiana também enfatizou a importância de discutir a justiça racial ao lado de outras instituições, como forma de ampliar a conscientização sobre o tema. “Os desafios são imensos, são múltiplos, são estruturais. Então, é muito importante que a atuação dentro de uma luta antirracista seja sempre multi-institucional, ou seja, diversas instituições unidas na pauta, na luta, nas discussões”, apontou.
Foto: Juliana Andrade

