Jornalista Clara Pomponet participa pela segunda vez do Festival Literário de Feira de Santana e apresenta obras que atravessam poesia, romance, questões sociais e o processo de luto
Aos 11 anos, incentivada pelo avô a transformar sentimentos e pensamentos em palavras, Clara Pomponet descobriu na escrita mais do que uma forma de expressão: encontrou um caminho para contar histórias. Anos depois, a jornalista e escritora de Feira de Santana chega à segunda participação no Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) com quatro obras e uma trajetória que agora se prepara para ganhar um novo capítulo na Bienal do Livro de São Paulo.
Clara, que atua no setor de Rádio Escuta da Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom) da Prefeitura de Feira de Santana, participou do FLIFS pela primeira vez em 2024, quando apresentou Meu (Uni)verso sobre Ti. Nesta edição, retorna ao festival com parte da produção literária que vem construindo ao longo dos anos.
A escrita começou na infância
O primeiro contato com a literatura aconteceu ainda aos cinco anos, quando Clara conheceu a declamação de poesias na escola. Mas foi aos 11 que a escrita passou a fazer parte de sua rotina, por influência direta do avô.
“Eu comecei a escrever aos 11 anos, graças ao meu avô. Ele me incentivava muito a escrever, a colocar no papel o que eu estava sentindo, o que eu estava pensando.”
Hoje, a autora soma seis livros publicados e tem uma sétima obra em pré-venda. No FLIFS, apresenta A Voz da Borboleta, seu primeiro livro; O Acerto da Minha Vida, uma narrativa de romance; Pássaro de Fogo, que reúne poesias e textos relacionados a questões sociais; e Meu Universo sobre Ti, dedicado à poesia e aos sentimentos ligados ao amor e ao amor-próprio.
Encontro com os leitores
Para Clara, participar de um festival literário na própria cidade tem um significado que vai além da exposição dos livros. O contato direto com os leitores e a possibilidade de falar sobre o processo de criação das obras estão entre os momentos mais importantes da experiência.
“Está sendo uma coisa maravilhosa, principalmente aqui no FLIFS, porque é na minha cidade e eu vejo que estou sendo vista pelas pessoas da minha cidade. Escutarem eu falar dos livros, para mim, já é muito mais do que comprar.”
A presença no festival também aproxima a escritora de um público que acompanha de perto sua trajetória e permite que a produção literária saia das páginas para ganhar espaço no diálogo com os leitores.
Do luto para a literatura
O próximo passo da carreira literária de Clara será marcado por uma obra de forte conteúdo pessoal. Com o Luto Eu Sobrevivi, seu sétimo livro, será lançado na Bienal do Livro de São Paulo.
A obra nasceu depois da morte do avô, justamente a pessoa que teve papel decisivo no início de sua relação com a escrita. As poesias registram sentimentos vivenciados durante o processo de perda e percorrem diferentes fases do luto.
Mais do que transformar a dor em literatura, Clara pretende abordar um tema que ainda costuma ser cercado pelo silêncio. A proposta é falar sobre o luto de maneira aberta e contribuir para a quebra de tabus relacionados à experiência da perda.
Orgulho da família
A trajetória da escritora é acompanhada de perto pela família. Para Andreia Pomponet, mãe de Clara, ver a filha transformar uma habilidade descoberta ainda na infância em uma carreira literária é motivo de orgulho.
“É muito orgulho! Uma filha como ela: tranquila, inteligente, muito capaz de muita coisa. A gente fica até sem palavras para descrever tanta coisa. Ela é de um coração ímpar, é muito especial.”
Feira de Santana como ponto de partida
A segunda participação de Clara no FLIFS reforça a diversidade da produção literária de Feira de Santana e mostra como o festival também funciona como espaço de encontro entre autores locais e seus leitores.
Para a jornalista e escritora, o evento representa ainda uma espécie de ponte entre dois momentos da carreira: apresentar sua produção ao público da cidade onde vive e, na sequência, levar sua literatura para a Bienal do Livro de São Paulo.
Da menina que começou a escrever aos 11 anos por incentivo do avô à autora que prepara o lançamento de seu sétimo livro, Clara Pomponet segue fazendo da palavra um espaço para registrar sentimentos, contar histórias e transformar experiências pessoais em literatura.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Gabriel Calazans

