Parlamentar critica paralisação de obra entre Ibirapuã e Minas Gerais e contesta declaração do prefeito de Prado sobre invasões de terra
O deputado Robinho (UB) fez um apelo ao Governo do Estado para que conclua os três quilômetros restantes do asfaltamento da rodovia estadual que liga o município de Ibirapuã à divisa com Minas Gerais. Segundo ele, a obra se arrasta há cerca de quatro anos e permanece inacabada, mesmo estando em fase final.
De acordo com o parlamentar, ainda em 2021 foi firmado um acordo entre ele e o deputado Rosemberg Pinto, com intermediação do então secretário de Planejamento, Walter Pinheiro, garantindo recursos na ordem de R$ 10 milhões para a pavimentação de aproximadamente 11 quilômetros da rodovia, nas proximidades do município.
Robinho afirmou que, em 2022, o então governador Rui Costa autorizou o início das obras. A empresa vencedora da licitação, identificada como Catarina, chegou a iniciar os trabalhos, mas, após o período eleitoral, retirou o maquinário do local, interrompendo a execução. Posteriormente, diante da mobilização do prefeito e de lideranças regionais, os serviços foram retomados — contudo, ainda restam três quilômetros para a conclusão definitiva da estrada.
“O que não se pode admitir é que, depois de quase quatro anos, uma obra de apenas 11 quilômetros permaneça inacabada, faltando apenas três quilômetros”, criticou.
O deputado também mencionou visita recente do atual governador, Jerônimo Rodrigues, ao município, ocasião em que teria anunciado novo asfaltamento passando por comunidade quilombola até a BA-101. Para Robinho, a promessa contrasta com a retirada das máquinas que executavam a obra anterior, ainda não finalizada.
Conflitos fundiários no Prado
Além da cobrança por infraestrutura, o parlamentar rebateu declarações do prefeito de Prado, Gilvan da Silva Santos, que, em entrevista ao deputado federal Valmir Assunção, teria afirmado que o município não registra invasões de terra.
Robinho contestou a informação, alegando que, nos últimos cinco anos, cerca de 70 propriedades teriam sido invadidas na região. Ele citou ainda episódios recentes de tensão na comunidade de Corumbau, nas proximidades de Barra do Cahy, onde turistas teriam sido alvo de disparos atribuídos, segundo relatos, a supostos indígenas.
Para o deputado, o extremo sul da Bahia vive um cenário persistente de conflitos fundiários, com reflexos tanto na zona rural quanto em áreas urbanas, incluindo loteamentos recentemente ocupados. Ele também mencionou interdições na BR-101, que, segundo afirmou, vêm ocorrendo de forma recorrente.
Ao citar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Robinho destacou que Prado figura entre os municípios que mais cresceram no extremo sul baiano nos últimos anos. Para ele, a insegurança jurídica provocada pelos conflitos pode comprometer o desenvolvimento econômico, especialmente no setor turístico.
“É preciso que o governo atue como Estado, acima de disputas ideológicas, para garantir o direito de propriedade, a segurança jurídica e o crescimento de uma região estratégica para a Bahia”, concluiu o parlamentar.

Da Redação – Soteropolis Noticias
Fotos: Divulgação/SN – Reprodução TV ALBA
Fonte: Sessão Plenária Alba-24.02.2026

