Mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país; Nova Zelândia abriu as primeiras seções do segundo turno, neste sábado (24)
Da Redação – Soterópolis Notícias
O número de brasileiros aptos a votar no exterior alcançou um recorde histórico nas eleições de 2026. São aproximadamente 918,9 mil eleitores distribuídos por 186 cidades de diferentes países, um crescimento superior a 30% em relação ao pleito de 2022, quando cerca de 697 mil brasileiros estavam registrados fora do país.
Segundo informações da Jovem Pan, com crédito ao Estadão, a votação no exterior começou neste sábado (24), pela Nova Zelândia. As cinco seções eleitorais de Wellington, capital do país, abriram às 16h, no horário de Brasília, para atender aproximadamente 3,1 mil eleitores.
Votação segue o horário local
No exterior, as seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, conforme o horário de cada localidade. Os brasileiros que votam fora do país podem escolher apenas o candidato à Presidência da República.
As últimas seções a abrir e encerrar a votação serão as de São Francisco e Los Angeles, nos Estados Unidos, e Vancouver, no Canadá. Essas localidades estão quatro horas atrás do horário de Brasília.
Portugal e Estados Unidos concentram eleitores
Lisboa, capital portuguesa, reúne o maior número de brasileiros registrados em um único posto de votação, com aproximadamente 78 mil eleitores. Boston, nos Estados Unidos, e Porto, em Portugal, também estão entre as cidades com maior concentração de votantes brasileiros.
Considerando o total por país, os Estados Unidos lideram, com cerca de 265 mil eleitores aptos a votar. Portugal aparece em segundo lugar, com 134 mil, seguido pelo Japão, com 88,3 mil.
Em contraste, a presença eleitoral brasileira é mínima em alguns países. Na Coreia do Norte e em Bangladesh, há apenas um eleitor brasileiro registrado em cada um.
Abstenção continua elevada
Apesar do crescimento do eleitorado no exterior, a participação nas urnas permanece como um desafio. No primeiro turno de 2026, a abstenção entre os brasileiros registrados fora do país chegou a 63%.
Em 2022, o índice foi de 51%. Já nas eleições de 2018 e 2014, a abstenção alcançou 59% em cada pleito.
O aumento do número de eleitores no exterior reforça a dimensão da comunidade brasileira espalhada pelo mundo, mas os dados também evidenciam a dificuldade de transformar o crescimento do cadastro eleitoral em maior comparecimento às urnas.
Foto: Antonio Augusto/TSE
