Segundo os colunistas Beatriz Manfredini e Nícolas Robert, senador pretende se encontrar com o irmão Eduardo Bolsonaro nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil
Da Redação – Soterópolis Notícias
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, deve pedir asilo político nos Estados Unidos. Segundo os colunistas Beatriz Manfredini e Nícolas Robert, da Jovem Pan, o parlamentar também tem um encontro previsto com o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, nesta quarta-feira (28).
A informação foi confirmada pela Jovem Pan, que noticiou na terça-feira (27) que Flávio havia deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes comum e diplomático do senador e proibi-lo de viajar ao exterior.
Até a publicação da reportagem original, não haviam sido divulgados detalhes sobre o pedido de asilo, como os fundamentos que seriam apresentados às autoridades norte-americanas.
Aliados não conseguiam contato com o senador
A saída de Flávio surpreendeu parte de seus aliados políticos. De acordo com a apuração da Jovem Pan, integrantes da campanha e pessoas próximas à família Bolsonaro relataram dificuldades para falar com o senador desde as primeiras horas de terça-feira.
Segundo os relatos, pessoas que estiveram com ele na segunda-feira (26) afirmaram que o parlamentar não havia comunicado a intenção de deixar o país. Um integrante da campanha chegou a dizer que essa possibilidade não tinha sido discutida.
A emissora também informou que seguranças posicionados diante da residência do senador, em Brasília, desde as 7h não teriam observado movimentação no imóvel.
Apenas um grupo restrito de pessoas próximas a Flávio teria conhecimento da viagem, segundo a apuração. Diante da repercussão, aliados do PL defenderam que o senador se manifestasse publicamente para esclarecer seu paradeiro e os motivos da saída.
Rota da viagem não foi esclarecida
Antes da confirmação da viagem aos Estados Unidos, circularam informações de que Flávio poderia ter atravessado a fronteira com a Argentina para embarcar em uma aeronave particular.
A Polícia Federal chegou a acionar autoridades argentinas para verificar a possibilidade de o senador ter ingressado no país vizinho. O governo argentino, entretanto, negou que ele tivesse entrado em território nacional.
Até o momento, as informações divulgadas pela Jovem Pan não esclarecem a rota efetivamente utilizada por Flávio, o local de embarque ou os detalhes de sua chegada aos Estados Unidos.
Passaportes e decisão do STF
A viagem ocorreu após uma determinação judicial que impedia o senador de deixar o Brasil.
Na segunda-feira (26), Flávio afirmou que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático, por ordem de Alexandre de Moraes. O prazo para a entrega terminou às 11h de terça-feira, segundo a Jovem Pan, sem que a determinação tivesse sido cumprida até aquele momento.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador criticou a decisão, classificou-a como uma tentativa de intimidação e afirmou que entregaria os documentos.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
A decisão também estabeleceu restrições relacionadas ao contato com o advogado Willer Tomaz, investigado em procedimento que tramita no STF.
As apurações mencionadas na reportagem envolvem suspeitas relacionadas ao advogado e questões referentes ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A existência de investigações não representa, por si só, comprovação de culpa.
Foto: DIvulgação
