Ex-ministro da Fazenda e candidato derrotado ao governo paulista deverá atuar na articulação e organização das agendas do presidente no Estado
Por Redação
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) deverá assumir a coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo durante o segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi confirmada por três fontes ligadas à coordenação da campanha petista em Brasília, segundo a Jovem Pan.
Haddad deverá atuar na articulação, organização e gestão da agenda de Lula no Estado. A proposta é que ele trabalhe em conjunto com Marco Aurélio de Carvalho, diretor do grupo Prerrogativas, que já coordenava as ações da campanha presidencial em São Paulo.
Kiko Celeguim também deve ganhar espaço
Outro nome que deverá ampliar sua participação na campanha é Kiko Celeguim, presidente da Executiva Estadual do PT.
Celeguim coordenou a campanha de Haddad ao Governo de São Paulo e foi reeleito deputado federal nas eleições deste ano.
Segundo interlocutores próximos ao presidente Lula citados pela Jovem Pan, a estratégia inicialmente considerada era entregar a coordenação das campanhas presidenciais nos Estados a governadores eleitos ou que disputaram as eleições.
No caso paulista, porém, a avaliação dentro da campanha é de que Haddad, por sua experiência política e atuação no PT, poderá assumir a função de coordenador estadual. O anúncio oficial deve ocorrer ainda nesta semana.
Reformulação para o segundo turno
A possível mudança ocorre durante a reorganização da campanha de Lula para o segundo turno, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a primeira etapa da eleição à frente do petista.
Na coordenação nacional, Lula nomeou o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana para comandar a campanha. Ele trabalhará ao lado de Edinho Silva, presidente nacional do PT, que vinha exercendo a função desde o início da candidatura.
A campanha também passa por mudanças na estratégia de comunicação para a segunda etapa da disputa.
Segundo informações da Jovem Pan, um dos eixos definidos pelo PT é a apresentação de argumentos relacionados à trajetória política de Flávio Bolsonaro, incluindo declarações do próprio senador que deverão ser utilizadas pela campanha petista durante o segundo turno.
A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro voltarão às urnas para a disputa pela Presidência da República.
Foto: Reprodução/Canal Gov
