Alta no preço do leite, legumes, gás de cozinha e energia elétrica puxou o IPCA da Região Metropolitana de Salvador, segundo dados divulgados pelo IBGE
A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou alta de 0,64% em abril, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos e dos custos com habitação. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e aponta reajustes em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados.
O grupo Alimentação e bebidas, que possui maior peso no orçamento das famílias, apresentou elevação de 1,01%, sendo o principal responsável pela pressão inflacionária no mês. Apesar da desaceleração em relação a março, quando havia subido 2,26%, os alimentos consumidos dentro de casa tiveram alta de 1,07%.
Entre os itens que mais aumentaram de preço estão o leite longa vida, com reajuste de 12,21%, além de tubérculos, raízes e legumes, que subiram 6,99%. Produtos como cenoura (27,27%), cebola (10,08%) e tomate (7,01%) também tiveram aumentos expressivos. Dos 10 produtos que mais encareceram em abril, nove pertencem ao setor alimentício. A única exceção foi o óleo diesel, que registrou alta de 6,73%.
Outro fator de impacto na inflação foi o grupo Habitação, que avançou 1,50% em abril, após queda de 0,30% no mês anterior. O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes no gás de botijão, com alta de 4,77%, além da energia elétrica residencial, que subiu 2,23%.
Em contrapartida, o grupo Transportes foi o único a registrar retração na RMS, com queda de 0,30%, contribuindo para reduzir a pressão inflacionária. O principal destaque foi a redução no preço das passagens aéreas, que caíram 23,15% e representaram a maior baixa do mês.
INPC desacelera, mas segue acima da média do IPCA
Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Região Metropolitana de Salvador também desacelerou em abril. O indicador ficou em 0,77%, abaixo do registrado em março, quando marcou 1,52%, mas ainda superior ao IPCA do mesmo período.
Mesmo com a desaceleração, o índice foi o mais elevado para um mês de abril nos últimos quatro anos, desde 2022, quando havia atingido 0,84%.
Entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, a RMS apresentou o 9º maior resultado do país, empatada com a Região Metropolitana de Porto Alegre (0,77%) e ligeiramente abaixo da média nacional, que ficou em 0,81%.
O INPC mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, cujo responsável pelo domicílio é assalariado.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o INPC da Região Metropolitana de Salvador chegou a 3,19%, acima da média nacional de 2,70%, sendo o segundo maior índice entre as regiões pesquisadas, atrás apenas da Região Metropolitana de Fortaleza, com 3,24%.
Já no acumulado dos últimos 12 meses até abril, o índice da RMS soma alta de 4,19%, o sétimo maior entre as 16 áreas analisadas e também acima da média nacional, que ficou em 4,11%.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

