Senador do PT afirma que estratégia do grupo liderado por ACM Neto busca atrair eleitores do presidente sem assumir um candidato ao Palácio do Planalto e sustenta que Lula mantém força eleitoral na Bahia.
O senador Jaques Wagner criticou a estratégia da oposição baiana de adotar um “palanque aberto” para diferentes candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026. Em declarações nesta terça-feira, o parlamentar afirmou que a postura do grupo liderado por ACM Neto representa uma tentativa de atrair o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem assumir publicamente um alinhamento político nacional.
Segundo Wagner, a tese de neutralidade não se sustenta diante do posicionamento dos principais nomes ligados à oposição baiana, que, de acordo com ele, mantêm discurso crítico ao governo federal.
É uma cortina de fumaça que tentam usar para enganar a população. O que tem de unidade entre eles? Os três candidatos que cabem no palanque dele são os que falam mal de Lula, e ele fica escondido tentando enganar a população, afirmou o senador.
O petista também contestou a avaliação da oposição de que Lula poderá ter desempenho inferior na Bahia em relação às eleições presidenciais de 2022. Para Wagner, os levantamentos de intenção de voto continuam indicando a manutenção da força eleitoral do presidente no estado.
Na avaliação do senador, esse cenário explicaria a decisão da oposição de não declarar apoio a um nome específico na disputa pelo Palácio do Planalto.
Vejo Lula mantendo a mesma posição que tinha em 2022, ao ponto de a oposição ao governador Jerônimo fingir que não tem candidato à Presidência. Na verdade, o que a oposição na Bahia faz é um oportunismo que visa tentar enganar o eleitor do presidente Lula, declarou.
Wagner voltou a sustentar que, apesar do discurso de “palanque aberto”, os possíveis presidenciáveis apoiados pelo grupo oposicionista compartilham uma característica em comum: a oposição ao governo federal.
[ACM Neto] diz que tem palanque aberto, mas tem uma coisa em comum: os três candidatos do palanque dele são anti-Lula.
Na conclusão de sua crítica, o senador afirmou que a estratégia adotada pela oposição repete o comportamento observado na eleição anterior.
O mesmo ‘tanto faz’ de quatro anos atrás vai ficar claro. Eles dizem ‘tanto faz’, mas é um ‘tanto faz’ desde que seja anti-Lula. Essa é a verdadeira marca da oposição a Jerônimo na Bahia, concluiu.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Agência Brasil e Valter Pontes/Secom

