Senador atua ao lado de Jerônimo Rodrigues na Bahia, enquanto Rui Costa participa da coordenação nacional em Brasília; estratégia prioriza visitas e contato direto com eleitores
Da Redação
O senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que as principais lideranças petistas da Bahia dividiram suas atividades entre o estado e Brasília para fortalecer a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao portal A TARDE, Wagner explicou que atua na Bahia ao lado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), com reuniões com prefeitos e lideranças regionais para ampliar a mobilização eleitoral. Já o senador eleito Rui Costa (PT) participa da coordenação da campanha em Brasília, ao lado do ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT).
“Estamos trabalhando juntos. Rui está em Brasília, ajudando na coordenação da campanha com o ex-governador do Ceará, Camilo Santana. Estou atuando com Jerônimo aqui, fazendo diversas reuniões com prefeitos nos territórios para pedir um esforço”, declarou.
Wagner prefere caminhadas a grandes comícios
Para o senador, a estratégia eleitoral deve priorizar o contato direto com a população, por meio de visitas, caminhadas e ações de convencimento, em vez de concentrar esforços na realização de grandes comícios.
“Sou muito mais favorável de que a gente faça um trabalho de redes e o de rua seja mais de visitas e convencimento, pois grandes comícios não vão trazer acréscimos para gente”, afirmou.
A proposta, segundo Wagner, também busca estimular a participação de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A redução da abstenção é um dos pontos considerados pela campanha na mobilização para a etapa final da disputa.
Bahia registrou vantagem de Lula no primeiro turno
Na votação do primeiro turno na Bahia, Lula recebeu 5.664.771 votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 2.442.585. A diferença foi de 3.222.186 votos a favor do candidato petista.
Apesar desse resultado, a abstenção no estado ficou em 19,97%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual corresponde a quase um em cada cinco eleitores aptos que não compareceram às urnas.
É nesse cenário que as lideranças do PT pretendem intensificar a articulação com prefeitos, representantes políticos e eleitores, apostando em visitas e mobilização territorial para a campanha do segundo turno.
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