Polícia Civil de Minas Gerais também deverá ouvir mesários que trabalharam na seção onde o ex-candidato à Presidência votou no primeiro turno
Da Redação
A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça Romeu Zema (Novo) e os mesários que atuaram na seção eleitoral onde ele votou no primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. A apuração investiga a entrada do então candidato à Presidência da República com um celular na cabine de votação.
Segundo informações do jornalista Renan Soares, da CNN Brasil, a determinação foi expedida pela 17ª Zona Eleitoral. Os depoimentos deverão esclarecer as circunstâncias do episódio ocorrido na Escola Delfim Moreira, em Araxá, onde Zema votou.
Em nota, a Polícia Civil informou que cumprirá “as diligências determinadas no processo”. Até o momento, não havia data confirmada para a realização das oitivas.
Zema nega ter registrado o voto
Após votar, Zema reconheceu que estava com o celular na cabine, mas afirmou que ninguém o orientou a deixar o aparelho antes de entrar no local reservado à votação. Ele também negou ter utilizado o telefone para fotografar ou registrar sua escolha.
“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo”, declarou o ex-governador a jornalistas. Segundo ele, teria entregue o aparelho caso tivesse recebido essa orientação.
No mesmo dia, o Ministério Público Eleitoral apresentou denúncia por suposta violação do sigilo do voto. Conforme a acusação, imagens divulgadas pela imprensa mostrariam Zema olhando para a tela do celular e um segundo aparelho apoiado sobre a mesa da cabine.
A denúncia ainda deverá ser analisada pelas instâncias competentes, e a determinação para a coleta de depoimentos integra a apuração do caso.
O que diz a legislação eleitoral
A legislação eleitoral proíbe que o eleitor leve celular, câmera ou qualquer equipamento eletrônico para a cabine de votação, mesmo que o aparelho esteja desligado. A regra busca garantir o sigilo do voto e impedir registros que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.
Foto: Divulgação/CNN Brasil
