Marcelo Nilo mira Wagner e expõe contradições da base governista

Ex-deputado usa redes sociais, áudios e declarações de adversários para questionar discurso de renovação e incendiar a disputa pelo Senado na Bahia

O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) voltou a subir o tom contra seus adversários políticos e, mais uma vez, usou suas redes sociais como principal palco de embate. Em publicações semanais, Nilo tem traduzido, segundo ele próprio, “o verdadeiro pensamento dos opositores”, recorrendo não apenas a suas análises, mas também a áudios e imagens dos próprios integrantes da base governista. A estratégia faz parte de sua movimentação na pré-campanha ao Senado Federal, onde busca se apresentar como uma alternativa crítica ao que chama de incoerências do grupo que hoje comanda o Estado.

Em uma de suas mais recentes postagens, Marcelo Nilo ironizou declarações do senador Jaques Wagner (PT), que defende a renovação política ao mesmo tempo em que busca a reeleição. “O senador Jaques Wagner tem umas frases interessantes. Ele defende a renovação, mas quer ser candidato à reeleição com quase 75 anos. Aí surge a pergunta de um questionador no ar: é candidato? E ele responde: ‘candidatíssimo’”. Em seguida, ele ampliou a crítica ao citar o presidente Lula: “No dia da eleição, Lula terá 81 anos. Ou seja, defendem renovação para os outros, mas para eles mesmos tem que continuar. Não tem coerência”.

O ex-deputado também explorou o debate sobre a reeleição, lembrando que Wagner já classificou o direito de disputar um novo mandato como “sagrado”. “Se você tem direito à reeleição, você deve ser candidato. Então escreva embaixo: ‘sou candidato à reeleição para o Senado para continuar servindo a Bahia e o Brasil a partir de 2027’”, ironizou, ao comentar a disputa interna na base governista. Segundo ele, hoje há três nomes para apenas duas vagas: “Eu, Coronel e Rui Costa. O pessoal chama de chapa puro-sangue. Eu digo que não é puro-sangue, é puro-governador, porque são dois ex-governadores e um governador tentando a reeleição”.

Nesse ambiente de tensão, a fala do senador Angelo Coronel (PSD) também ganhou destaque nas postagens de Nilo, ao revelar o grau de insatisfação do partido com o PT. “Se o PT quiser lançar outros nomes, isso é um problema do PT. Só que o PSD, se não tiver garantido o seu espaço, não vai ficar com o PT. Então vamos migrar. Ou com a oposição, ou sair numa carreira solo. Ou seja, uma candidatura independente”, declarou Coronel. Para Marcelo Nilo, esse tipo de posicionamento confirma que a base governista vive um momento de disputa aberta, no qual, como ocorreu com Lídice da Mata em 2018, “cabeças podem ser cortadas” para acomodar interesses, deixando claro que a corrida pelo Senado promete ser uma das mais conflituosas do cenário político baiano.

Soteropolis Noticias

Foto: Arquivo Marcelo Nilo

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