Da Redação – Soterópolis Notícias
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. O parlamentar e ex-candidato à Presidência chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), acompanhado da família, após deixar o país por uma rota que incluiu Argentina e Equador.
Em entrevista coletiva realizada em Atlanta, no estado da Geórgia, Rubio declarou que Flávio já possuía visto norte-americano e que a autorização para sua entrada nos Estados Unidos foi concedida pelo presidente Donald Trump.
“Ele já tinha um visto anteriormente, e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país”, afirmou o secretário. Rubio acrescentou que o governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido nos arranjos realizados pelo senador para deixar o Brasil.
Voo teria sido fretado por assessor de Trump
A viagem de Flávio Bolsonaro ganhou repercussão após informações publicadas pelos jornais norte-americanos The New York Times e The Wall Street Journal, segundo os quais a aeronave utilizada teria sido fretada por Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump.
Em declaração à Agência France-Presse (AFP), o diretor da companhia aérea informou que o voo foi pago por um intermediário, utilizando uma conta bancária nos Estados Unidos.
A Casa Branca não se manifestou sobre as circunstâncias da viagem. Trump, por sua vez, classificou as eleições brasileiras como “vergonhosas”.
Versões divergentes sobre participação da Argentina
A passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina também provocou repercussão diplomática. Segundo uma fonte diplomática brasileira ouvida pela AFP, sob condição de anonimato, o representante diplomático argentino teria sido convocado para prestar esclarecimentos sobre o voo.
Posteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Argentina negou que o governo brasileiro tivesse solicitado explicações a Buenos Aires sobre um possível envolvimento do país na saída do senador.
Flávio afirma ser perseguido
Desde que chegou aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro tem afirmado ser o “verdadeiro líder do Brasil” e sustentado que deixou o país por ser vítima de perseguição.
Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar, após condenação por planejar um golpe de Estado depois da derrota nas eleições de 2022.
As declarações de Marco Rubio acrescentam um novo capítulo à repercussão internacional da viagem do senador, especialmente diante das versões divergentes sobre a organização e o financiamento do voo.
Foto: Wikipedia
Fonte: Agência France-Presse (AFP), reproduzida pela Jovem Pan.
