Marcus Presídio se despede da Presidência do TCE-BA defendendo um controle que transforma e aproxima o cidadão

Ao assumir a Vice-Presidência, conselheiro destaca legado de inovação, consensualismo, valorização dos servidores e foco na efetividade das políticas públicas

Em discurso de despedida da Presidência do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o conselheiro Marcus Presídio fez um balanço dos quatro anos à frente da Corte, ressaltando a opção institucional por um controle externo moderno, orientado a resultados e centrado no cidadão. Em tom reflexivo e emocionado, destacou conquistas, princípios que nortearam sua gestão e agradeceu às pessoas e instituições que contribuíram para o trabalho desenvolvido.

Um balanço que vai além dos números

Marcus Presídio iniciou sua fala afirmando que sua despedida não seria marcada apenas por números ou relatórios, mas por uma escolha institucional.

Não é apenas um registro de entregas. É o retrato de uma escolha: a escolha de um tribunal que decidiu olhar para além do processo e do papel, colocando o cidadão no centro do controle, afirmou.

Segundo ele, a Presidência do TCE-BA buscou assegurar que o investimento público se convertesse em benefício real para a sociedade.

Acredito no controle que se assegura de que o investimento público se transforme em resultado concreto, destacou.

A Casa de Farinha e o controle orientado à efetividade

Para ilustrar essa visão, o conselheiro citou o caso de uma unidade de processamento de mandioca — conhecida como Casa de Farinha — construída com recursos públicos, mas que nunca entrou em funcionamento.

Uma obra pública não pode ser edificada para esperar o tempo passar. Ela precisa gerar resultados e cumprir sua finalidade social, afirmou.

Segundo Presídio, o Tribunal optou por ir além da punição automática.

Em vez de simplesmente consignar a falha e impor penalidades, escolhemos adotar medidas concretas para viabilizar o funcionamento da unidade, resgatando a finalidade social do convênio, explicou.

Um Tribunal além da lógica punitiva

Ao fazer um balanço da gestão, Marcus Presídio ressaltou que o TCE-BA avançou para além da lógica exclusivamente sancionadora, apostando em mecanismos de prevenção, correção de rumos e consensualismo.

A experiência das soluções consensuais em projetos estratégicos, como o VLT e a Ponte Salvador–Itaparica, demonstrou que é possível atuar com firmeza e, ao mesmo tempo, com diálogo republicano, disse.

Ele destacou ainda o fortalecimento da Ouvidoria e a ampliação das auditorias voltadas a políticas públicas essenciais, como saneamento, mobilidade urbana, meio ambiente e segurança pública.

Uma instituição só se fortalece quando escuta, ressaltou.

Tecnologia, inovação e valorização das pessoas

Marcus Presídio enfatizou que a modernização do Tribunal não foi um fim em si mesma.

A tecnologia, a inteligência artificial e a comunicação acessível não vieram para substituir pessoas, mas para ampliar o cuidado com o recurso público e aproximar o Tribunal de quem ele serve, afirmou.

O conselheiro fez questão de reconhecer o papel central dos servidores, colaboradores e terceirizados.

Nenhum resultado acontece sem pessoas. Valorizá-las não foi apenas uma pauta administrativa, foi uma decisão ética, declarou.

Gratidão à família, aos pares e às instituições

Em um dos momentos mais emocionados do discurso, Marcus Presídio agradeceu à família, em especial às filhas Lua, Yasmin e Nicole, à companheira Alice, às enteadas Valentina e Elisa, aos irmãos e familiares, além de reverenciar a memória de seus pais.

A educação, a retidão e o senso de responsabilidade que me transmitiram foram fundamentais para honrar a missão que hoje encerro, disse.

O conselheiro também agradeceu aos pares do Tribunal, aos membros do Ministério Público de Contas, aos servidores e à equipe direta da Presidência.

Todas as conquistas foram obtidas com o apoio da qualificada equipe técnica deste Tribunal, destacou.

Encerramento de ciclo e novos desafios

Ao encerrar sua fala, Marcus Presídio afirmou deixar a Presidência com a consciência tranquila e assumindo, a partir de agora, a Vice-Presidência do TCE-BA.

Cerramos este ciclo com serenidade, dedicação e amor à instituição. O Tribunal segue mais moderno, mais acessível, mais humano e mais preparado para os desafios que virão, afirmou.

Segundo ele, o principal legado de sua gestão pode ser resumido em uma frase:

Abrir as portas do Tribunal.

Marcus Presídio deu as boas-vindas aos novos conselheiros Otto Alencar Filho e Josias Gomes, registrou o aniversário de Roberta Penedo e desejou pleno êxito ao novo presidente do TCE-BA, Gildásio Penedo.

Homem público competente e respeitado, que retorna à presidência com a confiança de todos nós, concluiu.

Encerrando o discurso, reafirmou o lema da gestão:

Tribunal de Contas: inovação que aproxima, controle que transforma.

Soteropolis Noticias

Foto: Carlos Amilton/Ascom/Alba

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