Prefeita Débora Régis aposta em novo pré-Carnaval para movimentar a economia, fortalecer a cultura e criar uma marca própria para o município
Em meio à disputa por espaço no concorrido calendário de festas da Bahia, Lauro de Freitas decidiu apostar em uma nova vitrine cultural e turística. A prefeita Débora Régis apresentou, nesta quarta-feira (14), o MicaLauro, uma micareta criada para posicionar o município fora da órbita do Carnaval de Salvador e transformar o mês de janeiro em um novo ciclo de movimentação econômica, social e cultural. A proposta foi detalhada durante coletiva de imprensa realizada no Centro Administrativo de Lauro de Freitas (CALF), onde a gestora defendeu o evento como uma política pública planejada, e não como uma ação improvisada.
Segundo Débora, a criação do MicaLauro estava prevista desde a campanha eleitoral e nasce de uma leitura estratégica sobre a vocação cultural da cidade. “Foi uma ideia do nosso plano de governo, lá atrás. A gente sabe que a nossa cidade respira cultura e, logicamente, precisava vir com um novo viés, um novo momento, com novas ideias, para que pudéssemos, de fato, fortalecer a cultura da cidade”, afirmou. Para a prefeita, o evento representa uma oportunidade de reposicionar Lauro de Freitas dentro do circuito festivo do estado, criando uma agenda própria e ampliando o protagonismo do município.
A mudança de conceito — de Carnaval tradicional para um pré-Carnaval — também, segundo a gestora, foi baseada em critérios econômicos. “É até desleal competir com a maior festa aberta do mundo, que é o Carnaval de Salvador. Muitas pessoas da nossa cidade acabavam indo para Salvador, e Lauro de Freitas ficava meio que mais erma”, avaliou. Débora acrescentou que os números confirmam esse diagnóstico: “Quando você faz o histórico dos últimos anos, a economia da cidade nesse período era praticamente a mesma tendo Carnaval ou não. Então, a ideia de fazermos o pré-Carnaval veio também desse olhar”, explicou.
Para além da animação e do lazer, a prefeita destacou que o investimento em festas populares precisa ser entendido como ferramenta de desenvolvimento. “Todo gestor investe em festas porque eu vejo isso como um investimento. Além de lazer e entretenimento, a gente fomenta a cultura e precisa pensar na economia da cidade. Quando se investe em festa, é para que também haja retorno”, pontuou. Nesse contexto, o MicaLauro surge como um indutor de empregos temporários, aumento do consumo no comércio local e fortalecimento do setor de serviços.
A proposta também busca criar uma identidade própria para o município, nos moldes de outras cidades do interior da Bahia que associaram sua imagem a grandes eventos. “A ideia é que Lauro de Freitas crie agora o MicaLauro, para que as pessoas já pensem: ‘olha, janeiro tem o MicaLauro’, e já se programem”, disse Débora. “Serrinha tem a vaquejada; Santo Antônio de Jesus tem o São João. São cidades que criaram a sua identidade. Lauro de Freitas agora cria o MicaLauro”, completou.
A definição do circuito, por sua vez, também levou em conta aspectos técnicos e de segurança. “Como a nossa cidade é bem compacta, a gente teve que pensar qual o melhor local, inclusive para garantir mais segurança e essa sensação de segurança”, explicou a prefeita. Após análises, a Beira-Rio foi escolhida como o espaço mais adequado. “O local mais aberto e mais viável foi toda essa extensão da Beira-Rio. Foi tudo muito bem pensado, de forma estratégica”, afirmou.
Ao encerrar a apresentação, Débora Régis reforçou que o MicaLauro foi concebido como uma plataforma de promoção da cidade, e não apenas como uma festa. “Queremos que o MicaLauro não seja só dos foliões da nossa cidade, mas que traga gente de fora, movimente hotéis, restaurantes e o comércio, além de gerar renda. A festa é o palco; o objetivo maior é o desenvolvimento de Lauro de Freitas”, concluiu.
Da Redação – Soterópolis Noticias
Foto: Viviane Moreira/Divulgação

