Ministro do STF afirma que acusações têm motivação político-eleitoral e contesta investigação conduzida por André Mendonça
Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como uma “tentativa de vingança” as suspeitas levantadas contra ele no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A declaração consta de uma manifestação encaminhada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, na noite desta segunda-feira (14), às vésperas do julgamento marcado para esta terça-feira (15), que analisará a validade da investigação conduzida pelo ministro André Mendonça.
Moraes fala em motivação político-eleitoral
Na manifestação, Moraes afirmou que as acusações contra ele seriam motivadas por interesses político-eleitorais e atribuídas a aliados de pessoas condenadas pelo STF pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O ministro também declarou que os ataques às instituições não teriam terminado com os atos de 8 de janeiro e afirmou que o Supremo saberá resistir às tentativas de enfraquecimento da Corte.
Críticas a André Mendonça
Moraes classificou como “inconstitucional e ilegal” a determinação de Mendonça para a realização de atos de investigação envolvendo um integrante do STF.
Segundo o ministro, a medida teria sido tomada de ofício, sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal e sem autorização do plenário da Corte.
Moraes também acusou Mendonça de conduzir a investigação com finalidade política e eleitoral e questionou o momento escolhido para a divulgação do procedimento, próximo às eleições de outubro.
Suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro
Ao rebater as suspeitas de favorecimento ao banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes afirmou que nunca teve conhecimento prévio da Operação Compliance, não procurou as autoridades responsáveis pelo caso e não vazou informações relacionadas à prisão do empresário.
O ministro também declarou que nunca julgou processos envolvendo Vorcaro ou o Banco Master.
Moraes questionou ainda a interpretação dada a textos encontrados no bloco de notas do celular de Vorcaro. Segundo ele, não há comprovação de que o conteúdo tenha sido enviado ao ministro.
Outro argumento apresentado foi a própria prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Para Moraes, o fato de o banqueiro estar com seu passaporte e celular não seria compatível com a hipótese de que tivesse recebido informações antecipadas sobre a operação.
Questionamentos sobre relatório da PF
Moraes também contestou a integridade do relatório produzido pela Polícia Federal. Segundo sua manifestação, o documento teria sido elaborado a partir de fragmentos selecionados e apresentaria problemas relacionados à cadeia de custódia do material analisado.
De acordo com o ministro, os 7.742 documentos reunidos nos procedimentos relacionados à Operação Compliance não apresentam contato dele com autoridades responsáveis pela investigação nem evidências de atuação em favor do Banco Master.
STF analisa investigação
O plenário do Supremo Tribunal Federal analisa nesta terça-feira (15) a validade da investigação determinada por André Mendonça.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou pela nulidade do procedimento e pediu a extinção da petição. Moraes defende que o plenário homologue imediatamente o posicionamento do Ministério Público.
O julgamento ocorre em meio à crise institucional que envolve diferentes decisões de ministros do STF relacionadas à condução de investigações e ao comando da Polícia Federal.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Wikipedia

