Com a ausência de representantes da Secretaria de Saúde
do Estado da Bahia (Sesab), em audiência pública realizada na manhã desta
quinta-feira (18), no Plenarinho da Assembleia Legislativa para debater a atual
situação do Hospital João Batista Caribé, que hoje funciona em apenas 30 da
sua capacidade, o deputado estadual Alan Sanches (PSD), autor da iniciativa,
prometeu procurar o futuro secretário de Saúde, Fábio Vilas Boas, para
explicitar a atual situação e o futuro da unidade e consequente empenho, tão
logo que ele assuma o cargo, em 1º de janeiro. Com base nisso, um novo debate
já está marcado para fevereiro.
De acordo com Alan Sanches, a falta de representantes da
Sesab deve ter se dado por conta do período de transição de governo, o que, conforme
ele, é compreensível. |No entanto, a nova gestão precisa dar uma resposta às
muitas pessoas que dependem do João Batista Caribé, um hospital que já foi
referência em todo estado, tem um grande potencial e está sendo subutilizado|,
frisou.
|O centro-cirúrgico, por exemplo está há cerca de oito
meses sem funcionar. Quem procura o
hospital recebe somente o primeiro atendimento e é encaminhado para outro. Nem
mesmo uma cesariana está sendo realizada. Como pode isso ocorrer em um a
hospital-maternidade: funcionar apenas com parto expulsivo, normal. Parece que
a construção do Hospital do Subúrbio colabora para que ele fique em segundo
plano|, questionou, complementando que: |Por isso, a minha promessa de procurar
o colega Fábio Vilas Boas, certo de que ele terá um olhar mais atento para o
problema e dará mais celeridade ao processo de definição, o funcionamento do
mesmo a pleno vapor|, destacou o deputado, que é médico por formação e integra
a comissão de Saneamento Básico e Saúde do parlamento.
Presente no encontro, a diretora do hospital, Maria
Letícia admitiu que vivem um momento dramático. Conforme a gestora, hoje apenas
a maternidade funciona e ainda assim não de forma plena e o pronto-atendimento.
|Com a inauguração do Hospital do Subúrbio se percebeu a necessidade de
transformar o hospital em uma unidade exclusiva para a mulher, uma maternidade
de referência. Porém, isso não acontece, não sai do papel e o nosso João
Batista Caribé que tem potencial para dar uma excelente assistência à população
está senso sucateado. A situação precisa ser resolvida com urgência. Já passou
da hora|, conclamou Maria Letícia. Reforçando o coro, diversos funcionários
presentes relataram às suas angústias e pediram soluções o quanto antes.
(Ascom)