Temer nega pressão do PMDB para sua saída da articulação

O presidente da República
em exercício, Michel Temer, adotou um tom conciliador e disse nesta
quarta-feira, 8, que não acha que o tema de [golpe] tenha que ser
debatido pelo governo ou pela oposição. [Nós não devemos discutir esse tema.
Nós, situação e oposição, devemos pensar no Brasil], disse. [Essas discussões não
valem a pena levar a diante], completou.

Questionado se está sendo
pressionado por parte do PMDB para deixar a articulação do governo, Temer
negou. [Não há (pressão)], disse. [O vice-presidente da República colabora
sempre com a articulação, permanentemente], reforçou.

Nesta semana, a
presidente Dilma Rousseff classificou como [golpista] a defesa por parte da
oposição de sua saída do governo e disse que defenderá [com unhas e dentes] o
mandato para o qual foi eleita. Na terça-feira, 7, o presidente nacional do
PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse que o discurso do golpe assumido pela
presidente é uma estratégia para [constranger] a ação das instituições e da
imprensa.

Temer participou nesta
manhã, ao lado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de sessão
solene em homenagem póstuma ao ex-presidente da Câmara Paes de Andrade.

Homenageado

Paes de Andrade, que
ocupou a Presidência da República quando era presidente da Câmara dos
Deputados, de 1989 a 1991, morreu no dia 17 de junho, aos 88 anos, de falência
múltipla dos órgãos.

O político cearense foi
embaixador do Brasil em Portugal e ocupou a Presidência 11 vezes na gestão José
Sarney. Sempre filiado ao PMDB, na Presidência sancionou o projeto de
construção do açude Castanhão, no Ceará.

Paes de Andrade era sogro
do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que também participou da cerimônia desta
quarta-feira.(AE)

FOTO: EDILSON RODRIGUES/
AGÊNCIA SENADO

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