O deputado Paulo Rangel (PT), com 4 mandatos na Casa e um
dos petistas mais árduos defensores do governo, surpreendeu suas lideranças no
plenário da Assembleia Legislativa nesta tarde de terça-feira, 1, e classificou
o governo Rui Costa de [cometer um arbítrio] ao transferir [no apagar das luzes
de uma quinta para sexta feira o delegado Titular de Polícia Civil, Clériston
Jambeiro de Souza, da 18ª COORPIN da cidade de Paulo Afonso-BA para a cidade de
Cafarnaum, Bahia.
Segundo Rangel, em tom indignado, não havia motivos para
transferir o delegado, o qual vinha fazendo um [grande trabalho] no município.
E narrou que há dois meses foi procurado pelo prefeito, pelo presidente da
Câmara, pelas organizações civis de empresários e dos movimentos sociais
clamando para que o delegado Clériston ficasse em Paulo Afonso, pois, havia um
boato de que Clériston seria transferido.
Rangel disse que esteve pessoalmente com o secretário das
Relações Institucionais, Josias Gomes, o qual garantiu que nada aconteceria a
Clériston. [Agora, passado um tempo, a ameaça se confirmou e o delegado foi
afastado no apagar das luzes de uma quinta para sexta, no último dia 28, diz-se
que o motivo alegado é de que não estaria obedecendo a delegada regional],
confessou Rangel, aplaudido pelos deputados da Oposição.
O parlamentar petista disse ainda que [nunca pedi ao governo
a remoção de um policial, nunca pedi a transferência de um delegado, e sempre
defendi que os delegados fossem transferidos a partir do segundo ano de suas
gestões no interior para que não fossem cooptados pelas forças políticas. O
delegado Clériston estava em Paulo Afonso há 1 ano e 4 meses, fazia um
excelente trabalho e foi mandado para Cafarnaum, quando aqui já teve
torturadores], frisou. (Bahia Já)
Fot: BJa