Espetáculo solo estrelado por Carol Mota chega ao Teatro SESI Rio Vermelho em junho, com direção de Rafael Fontes e narrativa intensa sobre as pressões invisíveis da vida moderna
O espetáculo solo “Peste”, estrelado pela atriz Carol Mota e dirigido por Rafael Fontes, estreia em junho, em Salvador, levando ao palco uma narrativa sensível e inquietante que convida o público a refletir sobre o cansaço, a solidão e as contradições da vida contemporânea.
A temporada acontece nos dias 5, 6 e 12 de junho, às 19h, e no dia 13, às 16h, no Teatro SESI Rio Vermelho.
Com cerca de 60 minutos de duração, o solo mergulha profundamente no cotidiano de uma mulher isolada em seu apartamento, atravessada pelas pressões invisíveis da produtividade e pela lógica da positividade constante.
Em cena, uma tarefa aparentemente banal — matar uma barata — transforma-se no gatilho para um percurso emocional intenso, revelando o desgaste psíquico de uma existência marcada por cobranças, frustrações e silêncios.
A dramaturgia é estruturada em seis momentos distintos, nos quais a personagem transita por situações cotidianas que expõem, de maneira contundente, o esgotamento mental e a alienação contemporânea.
O espetáculo dialoga diretamente com reflexões do filósofo Byung-Chul Han, especialmente a partir da obra A Sociedade do Cansaço, além de referências estéticas e poéticas como A Metamorfose, de Franz Kafka, e Não Tenho Boca e Preciso Gritar, de Harlan Ellison.
A encenação aposta em uma atmosfera íntima e perturbadora, com trilha sonora e efeitos executados ao vivo sob direção musical de Rudá Paixão, que também integra a banda na bateria, ao lado de Antonio Pinheiro, na guitarra.
A cenografia, assinada por Bertha Blume, propõe um espaço surreal, no qual elementos do banheiro invadem outros ambientes da casa, refletindo simbolicamente a deterioração psicológica da personagem.
Saúde mental em pauta
Mais do que um retrato individual, “Peste” amplia o olhar para questões coletivas e contemporâneas. O espetáculo aborda os impactos dos discursos que incentivam a produtividade constante e discute o esgotamento emocional como uma questão social urgente.
A narrativa também reforça a importância do cuidado com a saúde mental, tema que ocupa cada vez mais espaço nos debates públicos diante do crescimento expressivo de transtornos emocionais e psicológicos em diferentes esferas da sociedade.
Experiência e trajetória artística
Formado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rafael Fontes constrói sua trajetória como ator, diretor e dramaturgo, com trabalhos como “Andando Sem Sair do Lugar” e “A Repartição”. Em “Peste”, o diretor conduz uma encenação que valoriza o corpo e a presença cênica como motores narrativos.
Já Carol Mota, formada em Bacharelado em Artes e Interpretação Teatral, também pela UFBA, dá vida a uma personagem que ecoa inquietações contemporâneas, atravessando temas como solidão, memória, fracasso e resistência.
Sua atuação sustenta a intensidade emocional do solo e conduz o público a um mergulho sensível, desconfortável e profundamente reflexivo.
Ao final, o espetáculo lança uma pergunta que reverbera para além do palco: afinal, quem são as verdadeiras pestes da vida contemporânea? (Ascom).
Foto: Divulgação
Serviço
Espetáculo: “Peste”
Quando: 5, 6 e 12 de junho, às 19h; dia 13 de junho, às 16h
Onde: Teatro SESI Rio Vermelho
Duração: cerca de 60 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira)
Vendas antecipadas:
Sympla – Espetáculo Peste
Instagram oficial:
@pesteespetaculo
Contatos da produção:
clmtamorim@gmail.com
rafafontessilva@gmail.com

(Divulgação)

