Implantação de plataforma inédita na Baía de Todos-os-Santos marca início das intervenções; projeto prevê redução no tráfego marítimo e impacto na mobilidade e economia da Bahia
Nova fase da obra na Baía de Todos-os-Santos
A construção da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica deve entrar em uma nova etapa a partir de junho, com a implantação de uma plataforma operacional na Baía de Todos-os-Santos. De acordo com a concessionária responsável, a estrutura será fundamental para o transporte de trabalhadores, equipamentos e materiais ao longo da execução da obra.
Tecnologia inédita na América Latina
A plataforma, já utilizada em grandes projetos na China, será aplicada pela primeira vez na América Latina. A proposta é centralizar as operações no mar, reduzindo significativamente a necessidade de embarcações de apoio. A estimativa é de uma diminuição de até 70% no fluxo de barcos durante o período de construção.
Início das intervenções e logística operacional
Para o início das obras, foram solicitados alvarás às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz. Na capital baiana, os primeiros trabalhos devem ocorrer na região da Avenida Engenheiro Oscar Pontes, com a instalação de um canteiro de apoio às atividades marítimas e o começo das intervenções no trecho central da baía.
Em Vera Cruz, está prevista a implantação de outro canteiro, com avanço da estrutura em direção ao vão central da ponte. Já as etapas relacionadas aos sistemas viários de acesso serão iniciadas posteriormente.
Produção de peças e apoio industrial
O projeto também contempla um terceiro canteiro no Estaleiro São Roque do Paraguaçu, onde serão produzidas as estruturas pré-moldadas utilizadas na construção da ponte.
Transporte de materiais e tráfego marítimo
Segundo a concessionária, a plataforma acompanhará grande parte da extensão da ponte, permitindo a continuidade do tráfego marítimo. O canal principal seguirá liberado para embarcações de grande porte, enquanto rotas auxiliares serão destinadas a barcos menores e pescadores.
Impactos ambientais e funcionamento da estrutura
A estrutura será temporária e desmontada ao final das obras, com reaproveitamento dos materiais. O sistema também deve contribuir para o controle ambiental, facilitando a coleta centralizada de resíduos gerados durante a construção.
Integração viária e desenvolvimento regional
A ponte integra o projeto do Sistema Rodoviário Salvador-Itaparica, que prevê uma ligação de 12,4 quilômetros sobre a baía, além de novos acessos viários. Em Salvador, estão previstos cerca de 4,4 quilômetros de intervenções, incluindo túneis e viadutos. Já na ilha, o projeto contempla a construção de uma via expressa e melhorias na BA-001.
Modelo de concessão e expectativas econômicas
A obra será executada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com concessão de 35 anos. O projeto envolve empresas chinesas com atuação internacional em infraestrutura, responsáveis pela construção, operação e manutenção do sistema.
A expectativa do governo da Bahia é de que a ponte amplie a integração entre regiões, facilite o deslocamento de pessoas e cargas e impulsione o desenvolvimento econômico no estado.

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Da Redação – Soteropolis Noticias
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