Senador registra 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente; levantamento também mostra diferenças na transferência de votos e no apoio de ex-candidatos
Da Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46% das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). De acordo com informações da Jovem Pan, a diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico entre os candidatos.
Esta é a primeira pesquisa Quaest divulgada após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela votação, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
No levantamento para o segundo turno, os eleitores indecisos representam 1%. Outros 9% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
A votação decisiva está marcada para 25 de outubro.
Pesquisa espontânea
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados indicam seu candidato sem receber uma lista de nomes, Flávio Bolsonaro aparece com 43%, e Lula, com 42%.
Nesse cenário, 8% disseram que votarão em branco, anularão o voto ou não comparecerão às urnas. Outros 7% permanecem indecisos.
A pesquisa espontânea permite observar como os eleitores identificam os candidatos sem estímulo prévio dos entrevistadores.
Como estão os votos dos candidatos derrotados
O levantamento também investigou a intenção de voto dos eleitores que escolheram candidatos que não avançaram para o segundo turno.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que representavam 2% do total considerado, 42% declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro e 23% em Lula. Outros 2% estavam indecisos, enquanto 33% disseram que votariam em branco ou nulo ou não compareceriam.
No grupo que votou em Renan Santos, também equivalente a 2% do total, Flávio aparece com 40% e Lula com 14%. Os indecisos somam 3%, e 43% pretendem votar em branco ou nulo ou não votar.
Entre os eleitores de Augusto Cury, 34% declararam intenção de votar em Lula, ante 30% em Flávio. Outros 6% estavam indecisos, enquanto 30% afirmaram que votariam em branco ou nulo ou não compareceriam.
No grupo de eleitores de outros candidatos, que representava menos de 1% do total, Flávio registra 38% e Lula, 33%. Os indecisos são 7%, e 22% disseram que não escolheriam nenhum dos dois ou não votariam.
Já entre os eleitores que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno, 43% declararam intenção de votar em Lula e 38% em Flávio. Outros 2% estavam indecisos, enquanto 17% afirmaram que manteriam a opção por branco ou nulo ou não compareceriam.
Flávio reúne apoios para o segundo turno
Após o resultado do primeiro turno, Flávio Bolsonaro ampliou as articulações políticas em busca de apoio para a votação decisiva. Segundo a Jovem Pan, o senador recebeu manifestações de apoio de ex-candidatos à Presidência, entre eles Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (Democracia Cristã).
O candidato também conta com o apoio de partidos como Novo, Republicanos, Podemos e da federação formada por União Brasil e PP, além de setores do MDB.
Na terça-feira (13), 17 diretórios estaduais do MDB declararam apoio a Flávio durante um evento com o presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi.
As articulações partidárias integram a movimentação das campanhas para o segundo turno, enquanto os candidatos buscam ampliar suas bases de apoio e conquistar eleitores que ainda não definiram seu voto.
Metodologia
A pesquisa Quaest sobre a intenção de voto no segundo turno ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
O texto-base também menciona um levantamento anterior, realizado com 3.702 eleitores nos dias 2 e 3 de outubro, registrado sob o número BR-02197/2026. Os resultados dos dois levantamentos correspondem a períodos e perguntas diferentes e devem ser analisados separadamente.
