Racha na base de Jerônimo: grupo de Coronel diz que senador foi “rifado” da chapa ao Senado

Deputado Angelo Coronel Filho afirma que PSD e PT “limaram” o senador Angelo Coronel e admite deixar o partido; destino político da família dependerá da decisão do pai

A base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta novo abalo político na Bahia: o deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) afirmou que o senador Angelo Coronel foi “rifado” da disputa por uma vaga ao Senado Federal e, diante do cenário, sinalizou que ele e o deputado federal Diego Coronel podem deixar o PSD para acompanhar o pai em outro partido, aprofundando a crise interna no grupo governista.


Em declarações diretas, com tom de insatisfação, Angelo Coronel Filho deixou claro que a permanência da família no PSD está condicionada ao movimento do senador. Segundo ele, a condução política dentro da base pessedista e petista teria isolado Coronel no processo eleitoral. “A base que limou o Coronel de tudo o que está acontecendo, isso está noticiado nos jornais. Então, a gente está seguindo a orientação do nosso senador”, afirmou.

O parlamentar foi ainda mais enfático ao tratar da possível saída do grupo. “Como eles não quiseram estar com a gente, limaram o Coronel, rifaram ele da chapa, cabe a gente agora procurar outro partido, outra agremiação, outro grupo político que nos queira, para a gente caminhar junto e, com fé em Deus e o povo, ganhar as eleições”, declarou, sinalizando que a decisão já é tratada como questão de alinhamento familiar e político.

Sobre uma eventual ida para outra legenda, Coronel Filho revelou que já existem convites. “Vários partidos fizeram convite, o próprio União Brasil, Republicanos, DC, vários partidos fizeram o convite, e a gente agora vai analisar e estudar direitinho, com calma, sem precipitação”, disse. Ele ressaltou que as conversas mais diretas estão sendo conduzidas em Brasília pelo senador Angelo Coronel e pelo deputado Diego Coronel.

Questionado sobre a relação com o governo estadual, o deputado indicou distanciamento. “Não tivemos nenhuma conversa com o governo a respeito disso aí. Até agora, nada”, afirmou. Ainda assim, adotou discurso de independência ideológica: “Eu sou pessoa de centro. Se o governo do Estado botar um projeto que for bom para os baianos, a gente vota. Se for ruim, a gente não vota”.

Ao final, reforçou que o rumo político do grupo já está definido internamente. “Para onde o Coronel for, nós iremos. Quando o pai toma a decisão, o filho acompanha”, resumiu, deixando claro que o desfecho da crise passa, diretamente, pela escolha partidária do senador.

Soteropolis Noticias – (Itamar Ribeiro)

Foto: Divulgação/SN

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