Empresária afirma que não foi informada sobre a apresentação dos documentos ao TSE e diz que avaliará medidas judiciais; caso envolve disputa sobre abertura de sigilos entre Lula e Flávio Bolsonaro
Da Redação
A empresária Roberta Luchsinger acusou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar documentos pessoais protegidos por segredo de Justiça sem sua autorização. A manifestação ocorreu após o ministro Guilherme Boulos aparecer em um vídeo apresentando documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no contexto da disputa sobre a abertura de sigilos envolvendo Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o colunista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, Roberta afirmou que não autorizou o uso dos documentos relacionados ao inquérito em que é investigada.
“Não autorizei essa gente levar nenhum documento meu que está sob segredo de Justiça no inquérito em que sou investigada”, declarou a empresária em vídeo publicado nas redes sociais.
Empresária cobra esclarecimentos
Próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, Roberta é investigada no caso relacionado às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Seu nome também foi mencionado na iniciativa de Flávio Bolsonaro de condicionar a divulgação de seus próprios dados à abertura de sigilos de pessoas ligadas a Lula.
A empresária disse que não foi comunicada sobre a utilização dos documentos e questionou a origem das informações apresentadas.
“Me espanta ver alguém com o meu sigilo e falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso”, afirmou.
Roberta classificou o episódio como uma “patifaria” e informou que pretende se reunir com advogados nesta sexta-feira (23) para avaliar possíveis medidas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF).
Até o momento, não há confirmação independente de que os documentos apresentados ao TSE tenham sido retirados diretamente do inquérito sob segredo de Justiça. A acusação da empresária, portanto, ainda precisa ser esclarecida pelas instâncias competentes.
Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil
