Campanha busca ampliar o diálogo, combater tabus e estimular a procura por ajuda diante do sofrimento emocional
Setembro é marcado pela cor amarela como símbolo de uma mobilização voltada à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida. A campanha Setembro Amarelo busca ampliar o diálogo sobre o tema, combater o silêncio e lembrar que pessoas em sofrimento podem e devem procurar ajuda.
O suicídio é um importante problema de saúde pública e está relacionado a diferentes fatores. Por isso, abordar o assunto com responsabilidade, acolhimento e informação é fundamental para que pessoas em situação de sofrimento não enfrentem esse momento sozinhas.
Informação e prevenção
A campanha tem entre seus objetivos quebrar tabus, estimular conversas sobre saúde mental, alertar para situações de risco e orientar a busca por ajuda profissional.
O 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. No Brasil, o Setembro Amarelo ganhou espaço como um período de mobilização de instituições, profissionais de saúde, entidades e da sociedade em torno da prevenção e da valorização da vida.
Mais do que uma campanha de um mês, a proposta é estimular uma cultura permanente de escuta, acolhimento e cuidado.
A contribuição da fisioterapeuta Lediane Mater Primo
Em conversa sobre o Setembro Amarelo, a fisioterapeuta Lediane Mater Primo, da MC Studio, destacou aspectos relacionados à origem do símbolo da campanha e aos múltiplos fatores que podem estar associados ao comportamento suicida.
Segundo Lediane, a referência às fitas amarelas está relacionada à história de Mike Emme, um adolescente norte-americano conhecido por restaurar um Ford Mustang amarelo. Após sua morte, familiares distribuíram fitas amarelas e mensagens chamando a atenção para a importância de procurar ajuda.
A profissional ressalta ainda que o suicídio não está associado a uma única causa, podendo envolver uma combinação de fatores psicológicos, sociais e ambientais. Entre os exemplos citados estão depressão, crises de ansiedade, isolamento social, bullying, violência, abuso, histórico familiar, acesso a meios letais e uso abusivo de álcool e drogas.
Lediane também destaca a importância do acompanhamento e tratamento com psicólogo e psiquiatra, quando indicados, além de recursos como medicação, atividade física, psicoterapia e uma rede de apoio.
Cuidar também é saber ouvir
O Setembro Amarelo reforça uma mensagem essencial: ninguém precisa enfrentar sozinho uma situação de sofrimento emocional.
Ouvir sem julgamentos, demonstrar disponibilidade e incentivar a busca por ajuda profissional podem ser atitudes importantes diante de alguém que esteja passando por um momento difícil.
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, além de atendimento pelos canais oficiais da instituição.
Falar sobre prevenção é falar sobre cuidado. E falar sobre cuidado é reconhecer que toda vida importa.
Editor – Itamar Ribeiro (Soteropolis Noticias)
Foto: Divulgação

