Presidente afirma que seguiu orientação do Serviço Secreto e das Forças Armadas diante de uma possível ameaça contra a aeronave que deixaria a Turquia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (11) que deixou a Turquia, em julho, a bordo de uma aeronave diferente daquela em que havia embarcado diante das câmeras no aeroporto de Ancara. Segundo o republicano, a mudança foi determinada pelo Serviço Secreto e pelas Forças Armadas americanas após informações sobre uma possível ameaça relacionada ao Irã.
“Eu sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam”, afirmou Trump a jornalistas.
O presidente disse ainda que recebe ameaças com frequência e declarou não confiar no governo iraniano. Na avaliação de Trump, havia um risco maior de ataque contra a aeronave que, publicamente, seria usada em sua saída da Turquia.
“Acho que corria um risco maior porque aquele seria o avião que, na minha opinião, eles teriam maior probabilidade de atacar”, afirmou. “Não confio no Irã.”
A revelação veio após o The Washington Post publicar detalhes da operação realizada em 8 de julho, quando Trump estava na Turquia para participar da cúpula da Otan. Segundo informações obtidas por autoridades americanas, havia uma possível ameaça de forças ligadas ao Irã contra o presidente e o Air Force One.
Operação foi mantida longe das câmeras
Naquele dia, Trump apareceu normalmente diante dos jornalistas no aeroporto de Ancara. Subiu as escadas do Air Force One, acenou para as câmeras e entrou na aeronave. A cena, porém, fazia parte de uma operação destinada a ocultar o verdadeiro deslocamento do presidente.
De acordo com a reportagem, um caminhão utilizado para transportar alimentos foi posicionado no lado oposto da aeronave, fora do campo de visão da imprensa. O compartimento de carga foi elevado até uma das portas do avião.
Enquanto os jornalistas que acompanhavam a comitiva presidencial embarcavam pela parte traseira do Air Force One, o caminhão deixou o local e seguiu até um C-32A, aeronave militar derivada do Boeing 757, que estava estacionada nas proximidades.
O compartimento de carga voltou a ser elevado e permaneceu junto à aeronave por alguns minutos. Foi nesse momento, segundo a reportagem, que Trump teria sido transferido para o avião militar, que deixou a Turquia em seu lugar.
Jornalistas questionaram estratégia
A operação provocou questionamentos entre os veículos de comunicação que acompanhavam a Casa Branca. Uma das principais dúvidas foi sobre a utilização da aeronave que transportava jornalistas e funcionários como parte de uma estratégia para despistar uma eventual ameaça.
Repórteres também relataram ter recebido orientação do Serviço Secreto para manter fechadas as persianas das janelas durante a decolagem.
Questionado sobre a medida, Trump respondeu em tom de alerta: “Porque vocês provavelmente estão em um voo perigoso, por causa dos canalhas com que temos que lidar. Se eu for, vocês também vão, certo? Talvez algum dia queiram mudar de profissão.”
A operação permaneceu em sigilo até a divulgação dos detalhes pela imprensa. A confirmação de Trump acrescenta uma dimensão de segurança presidencial ao episódio e evidencia o nível de precaução adotado pela equipe americana diante de possíveis ameaças durante deslocamentos internacionais.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Reprodução

