Violência contra evangélicas é um dos temas da Tribuna Popular

Outro assunto abordado foi a contaminação da praia de São Tomé de Paripe

Em uma sessão em que a mesa diretora inicialmente foi presidida pelo vereador Ricardo Almeida (DC), depois conduzida por parlamentares exclusivamente da classe feminina, com Cris Correia (PSDB), como presidente, Marta Rodrigues (PT), primeira secretaria e Débora Santana (PDT) na segunda secretaria, a violência contra evangélicas e a contaminação da praia de São Tomé de Paripe dominaram o debate da Tribuna Popular na sessão ordinária desta segunda-feira (16), na Câmara de Salvador. 

Com um discurso em que explicitou que levantamento de 2022 feito pela Associação de mulheres evangélicas que luta pela igualdade de gênero, a missionária da Igreja Batista Nazareth, Dagmar Santos, apontou que 42% da classe sofreu algum tipo de violência, que engloba feminicídio, dentro das igrejas. 

Dagmar Santos, que coordenou ainda a caminhada das mulheres evangélicas contra o feminicídio, que ocorreu no último dia 7, em Salvador, afirmou que esse número deve ser muito maior e conclamou pelo apoio da Câmara e do poder público como um todo.
 
“E viemos aqui sinalizar que a primeira caminhada das mulheres evangélicas foi uma vitória, mas precisamos reivindicar, principalmente o apoio da bancada evangélica desta Casa para a nossa comunidade, o nosso segmento, que tem sido tão violentado, com altos índices de feminicídio dentro das instituições evangélicas, dentro das congregações, violências de todas as formas, tem sido ainda um pacto de silenciamento onde oprime, com violências de todas as formas, com nós mulheres, mesmo estando respirando, estão tendo as suas fés utilizadas como massa de manobra para o seu aprisionamento mental”, declarou.

A vereadora Débora Santana, que é da bancada evangélica, declarou apoio ao movimento, mas ponderou que a violência dentro das igrejas não deve ser generalizada. “Pois sempre há pessoas sérias, existe sempre o joio no meio do trigo em qualquer ambiente”, opinou, acrescentando que o Projeto “Despertar Sara”, de sua autoria, que defende, acolhe e oferece apoio às mulheres cristãs vítimas de violência, agora é uma realidade. 

Santana, ao se denominar vítima de violência, ainda disse que existe um apelo por apoio da Prefeitura e parcerias com a Casa da Mulher Brasileira para criar salas de escuta em âmbitos religiosos para atender melhor às vítimas. “É crucial olhar para as mulheres cristãs que estão sendo vítimas de violência, apesar da necessidade de não generalizar a situação”, reiterou.

Marta Rodrigues, ao afirmar ter participado da primeira Marcha das Evangélicas Contra a Violência e o Feminicídio, elencou que os cartazes e discursos refletiram sobre como o crime de feminicídio “fere o coração de Deus e que as evangélicas não têm a obrigação de sustentar a violência”.

Marta considerou também como dado alarmante o índice de  que 42% das mulheres evangélicas sobrevivem à violência e ao feminicídio.

Hamilton Assis (PSOL) também expressou o orgulho em ter mulheres presentes com falas fortes representando o povo e as comunidades soteropolitanas e, conforme ele, a violência contra as mulheres não pode ser normalizada.

Contaminação

Já a representante do Instituto Baiano de Defesa dos Direitos Sociais da comunidade de São Tomé de Paripe, Daniela Costa, que dividiu o espaço de fala com Maria de Fátima Lima Ferreira, relatou que a comunidade está vivenciando um desastre ambiental causado por uma empresa, que já teve suas atividades interditadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). 

“Empresa esta, que causou uma grande mortandade de crustáceos, peixes e, recentemente, tartarugas, exigindo medidas cabíveis e reparações urgentes. Além disso nossa comunidade é carente e depende da reparação do dano, buscando assistência da sociedade e do poder público, pois o dano afeta diretamente a vida humana, cuja principal renda de muitos moradores provém do mar”, disse, afirmando que o objetivo da fala é pedir apoio e garantir que sejam ouvidos para obter condições dignas de vida e saúde. 

Aladilce Souza (PCdoB) observou existir uma dívida generalizada sobre o futuro da comunidade de São Tomé de Paripe. “É necessário superar as questões ideológicas para se unir em prol da Bahia, abraçar o território e realizar reparação”, pontuou, declaração que já havia sido dada por Cris Correia.
 

Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação

Foto: Antonio Queirós

Siga o Soteropolis Noticias no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp, Facebook e X.