Abimaq rejeita retaliação ao tarifaço dos EUA e defende saída diplomática para impasse comercial

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se posicionou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade como resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para a entidade, o conflito tem origem política e deve ser solucionado por meio do diálogo diplomático e empresarial, e não por medidas de retaliação comercial.

O presidente da Abimaq, José Velloso, afirmou que a entidade defende a continuidade das negociações entre os governos e o setor produtivo dos dois países.

“Nós não somos favoráveis. Entendemos que temos que continuar pela via diplomática e empresarial, que é o que estamos fazendo”, declarou.

Segundo Velloso, uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade dependeria de consulta pública no Brasil e, na avaliação dele, a maioria dos setores produtivos se manifestaria contra a medida, incluindo a indústria de máquinas e equipamentos.

O dirigente ressaltou que a reciprocidade não seria eficaz para solucionar um impasse de natureza política.

“Não entendemos que reciprocidade ou retaliação vai resolver um problema político. O que vai resolver um problema político é a diplomacia do Estado e a diplomacia empresarial junto aos empresários norte-americanos”, afirmou.

José Velloso informou ainda que a Abimaq mantém diálogo permanente com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e participou, na última terça-feira (21), de uma reunião com representantes de diversas entidades do setor produtivo para discutir os impactos da medida norte-americana.

Na avaliação da entidade, ainda existe margem para uma solução negociada.

“A gente acha que ainda existe espaço para a diplomacia, até porque existe uma componente política muito grande nos Estados Unidos para a adoção do tarifaço”, concluiu o presidente da Abimaq.

Da Redação – Soteropolis Noticias

Foto: Reprodução / Redes Sociais Abimaq

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