Levantamento aponta que parlamentar baiano deixou de votar em 47% das deliberações do Senado; Coronel afirma que todas as ausências foram oficialmente justificadas
O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) aparece entre os parlamentares com maior índice de ausência nas votações nominais do Senado Federal em 2026. Levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo mostra que o baiano deixou de registrar voto em 47% das deliberações realizadas até o dia 22 de junho, percentual que o coloca na terceira posição entre os 81 senadores da Casa. Em resposta, Coronel afirmou que todas as ausências foram previamente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa do Senado.
Segundo o estudo, foram analisadas 49 votações nominais realizadas ao longo do primeiro semestre de 2026. A média de ausência entre os parlamentares foi de 20%, enquanto Angelo Coronel registrou participação em pouco mais da metade das deliberações, dividindo a terceira colocação no ranking com o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), ambos com 47% de ausências.
Ao comentar os dados, Coronel explicou que os afastamentos ocorreram, em sua maioria, durante compromissos oficiais na Bahia. De acordo com o senador, as faltas coincidiram com dias em que esteve em Salvador cumprindo agenda institucional voltada ao atendimento de prefeitos, vereadores e demais autoridades municipais.
“As ausências foram formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que estive atendendo autoridades municipais em Salvador”, declarou o parlamentar.
O levantamento aponta ainda que o senador Romário (PL-RJ) lidera o ranking de ausências, com 51% das votações sem registro de voto, seguido por Wilder Moraes (PL-GO), com 49%. Na sequência aparecem Angelo Coronel e Oriovisto Guimarães, ambos com 47%.
Também figuram entre os parlamentares com menor presença nas votações nominais Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT), todos com índice de 43% de ausências.
O levantamento reacende o debate sobre a assiduidade parlamentar e a participação dos senadores nas deliberações do plenário, ao mesmo tempo em que evidencia que as ausências podem ocorrer por diferentes razões administrativas ou institucionais, desde que devidamente justificadas conforme as normas do Senado Federal.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

