Bolsonaro vai sobrevoar neste sábado áreas atingidas por ciclone em Santa Catarina

O presidente Jair Bolsonaro vai sobrevoar, neste sábado (4), as regiões de Santa Catarina mais prejudicadas pelo ciclone bomba na última terça-feira (30). Pelo menos 11 pessoas morreram em decorrência do fenômeno natural. O anúncio da visita foi feito nessa quinta-feira (2), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participou da transmissão e explicou que o objetivo é levar ajuda humanitária, mas também apoiar a reconstrução das cidades.

Bolsonaro também comentou sobre outros assuntos. Entre eles, o projeto de lei das fake news, em tramitação no Congresso Nacional. O texto base foi aprovado no Senado e ainda não tem data para ir à votação na Câmara dos Deputados.

O presidente afirmou que vai vetar o texto se entender que o teor contraria a liberdade de expressão. E disse que pode fazer uma consulta pública sobre o PL.

Jair Bolsonaro contou que ficou sensibilizado com uma médica de Porto Seguro pedindo cloroquina para tratar pacientes com Covid-19 e determinou o envio de 40 mil doses do medicamento. De acordo com ele, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou que o remédio chega nesta sexta-feira (3).

E o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello determinou que Pazuello explique, até a primeira semana de agosto, a orientação para que médicos usem cloroquina e hidroxicloroquina no combate à pandemia. A intimação faz parte de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.

Com colaboração de Fabiana Pelles, da Rádio Nacional, em Brasília, Victor Ribeiro.

PF cumpre mandado de busca contra José Serra

A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-governador José Serra (PSDB) por lavagem de dinheiro. A Polícia Federal faz buscas contra ele em uma nova fase da operação na manhã desta sexta-feira (3). A informação é do portal G1.

Primeira ponte estaiada da Bahia é entregue em Ilhéus

Conhecida pelas belas praias e pela tradição na produção de chocolates, Ilhéus agora pode ser reconhecida também como detentora da primeira ponte estaida da Bahia. Na manhã de quarta-feira (1º), o governador Rui Costa foi ao município e fez uma última vistoria antes da abertura oficial da Ponte Ilhéus-Pontal, que recebeu cerca de R$100 milhões em investimentos e possui 533 metros de extensão. O trânsito no local será liberado ainda hoje.

Bolsonaro: ‘A gente vai vetar, depois o Parlamento pode derrubar o veto’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (2) que vai vetar pontos do Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News, se a versão aprovada pelo Senado for mantida. O texto cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, com normas para as redes sociais e serviços de mensagem como WhatsApp e Telegram.

Aprovado esta semana no Senado por 44 votos favoráveis e 32 contrários, o projeto agora tramitará na Câmara dos Deputados. Caso seja alterado pelos deputados, o texto retorna ao Senado, a quem caberá a aprovação da versão final. Se não for alterado, segue para sanção presidencial, quando o presidente pode sancionar a lei ou vetá-la parcialmente ou na íntegra.

?O pessoal sabe a minha posição, sou extremamente favorável à liberdade total da mídia, até dessas tradicionais que dão pancada em mim o tempo todo. Agora, não podemos admitir a censura aqui (mostrando o celular)?, disse Bolsonaro em sua live semanal transmitida nas redes sociais.

O presidente disse ainda que fará uma consulta popular na internet para saber quais pontos podem ser vetados. ?Se for aprovado na Câmara, chegando para mim o projeto, vou fazer uma consulta popular, o que deve ser vetado ou não. A gente vai vetar e depois o Parlamento pode, se entender que tem, derrubar o veto. Faz parte da regra do jogo?, disse. Para Bolsonaro, com o placar apertado na votação do Senado, a derrubada do veto seria mais difícil. Ele disse que, pelo menos um senador, sem relevar o nome, teria se arrependido de ter votado favoravelmente ao projeto.

?No Senado passou com 44 votos. Para derrubar o veto, teria que ter 41 votos não, e se 44 passou o projeto, e tem senador que falou que, se vetar, vai manter o veto, [então] se mais três senadores votarem para manter o veto, o que for vetado será mantido?, disse.

Contas falsas em redes sociais

O projeto aprovado no Senado estabelece normas para trazer transparência a provedores de redes sociais e de serviços de troca de mensagens privada. O objetivo do texto é o combate à divulgação de notícias falsas postadas em anonimato ou com o uso de perfis falsos e de disparos em massa. Ao mesmo tempo, o PL fala em garantir liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento.

Relator do projeto, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse ao bahia.ba que o veto é prerrogativa presidencial, mas se o Executivo agir dessa forma, o Congresso reverte, derruba o veto e a proposta vira Lei de qualquer forma.

As empresas responsáveis pelas redes sociais e serviços de troca de mensagens são as mais afetadas pelo projeto. Cabe a elas uma série de obrigações para evitar a disseminação de conteúdos falsos e difamatórios. O PL proíbe o funcionamento de contas automatizadas que não sejam expressamente identificadas como tal. O texto também proíbe as chamadas contas inautênticas, perfis criados para simular a identidade de outra pessoa e enganar o público.

Os impulsionamentos de mensagens publicitárias continuam valendo, mas os serviços de redes sociais e de troca de mensagens devem informar, de forma destacada, o caráter publicitário dessas mensagens. Os provedores de rede social e de serviços de troca de mensagens também deverão desenvolver formas de detectar fraude no cadastro e o uso de contas em desacordo com a legislação.

O provedor de rede social, como Twitter e Facebook, por exemplo, deverá tomar medidas imediatas para apagar conteúdos que sejam de dano imediato de difícil reparação. Publicações que incitem violência contra uma pessoa ou um grupo de pessoas ou que contenham conteúdo criminoso, como incitação à pedofilia, são proibidas.

As empresas do setor, como Twitter e o Whatsapp, demonstraram insatisfação com o teor do PL aprovado. Também são críticas ao projeto diversas entidades da sociedade civil, como a Coalização Direitos na Rede, que teme o monitoramento sistemático e em massa de dados de usuários de aplicativos e redes sociais.

Com informações da Agência Brasil