As reformas na quaresma

A idéia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é aprovar aspectos fundamentais da reforma política no período de quarenta dias a partir de quarta-feira, a Quaresma, que vai até a Semana Santa. O folclore indica ser tempo de lobisomens, mulas-sem-cabeça, cucas e vampiros, mas como os deputados rejeitaram a proposta de retirar o crucifixo do plenário, julgam-se imunes às artes do Capeta.

O Tiririca desmentido

O golpe de graça na presidente Dilma foi dado pelos números da pesquisa do Datafolha. A partir de sua divulgação, não há hipótese de a Câmara dos Deputados aprovar as medidas provisórias do aumento de impostos e da supressão de direitos trabalhistas. Nem na bancada do PT registra-se unanimidade no apoio a esse primeiro pacote do saco de maldades preparado pelo ministro Joaquim Levy.

Não passa de jeito nenhum

O que pensam da reforma política Eduardo Cunha e Renan Calheiros, prestes a assumir, um, e a continuar, outro, nas presidências da Câmara e do Senado? Ambos tem-se declarado favoráveis, sendo que o senador chegou a tomar algumas iniciativas, na Legislatura que agora se encerra, com projetos aprovados mas logo engavetados pelos deputados.

O atentado ao [Charlie Hebdo] foi um filme mal produzido?

Como em todos eventos agudos que envolvem a interminável [guerra contra o terrorismo], muitos analistas apontam inconsistências, ambiguidades e lacunas na cobertura midiática ao atentado contra o jornal [Charlie Hebdo] em Paris. São tantas que parece que estamos diante de um roteiro de um filme mal produzido: uma ação militar profissionalmente cirúrgica feita por jovens que esquecem um cartão de identidade no carro da fuga.

As duas Dilmas

Da existência de dois Brasís, o dos ricos e o dos pobres, ninguém duvida desde Pedro Álvares Cabral. O inusitado, agora, é reconhecermos também a realidade de duas Dilmas.

Ano de transformações

Ao nos despedirmos de 2014, é natural fazer um balanço das conquistas, derrotas, alegrias e tristezas que compõem nossa jornada diária. Deste ponto de vista, o ano que se encerra está indelevelmente marcado por uma série de êxitos.

Presentes que Papai Noel deixou

Papai Noel veio direto do Pólo Norte para Brasília, na noite de quarta para quinta-feira. Só abandonou o trenó quando ia sobrevoar o palácio da Alvorada, preferindo trocá-lo por um tanque de guerra: preparou-se para receber os petardos que Dilma costuma arremessar sobre auxiliares, integrantes de sua base parlamentar e quantos buscam instruções a respeito de como ajudá-la a governar.

O servidor e o segundo governo Dilma

O servidor público e suas entidades representativas vão precisar intensificar a pressão sobre o governo da presidente Dilma para evitar que seus direitos e vantagens sejam congelados ou escolhidos como variável do ajuste que virá nos dois primeiros anos da nova gestão.

Venceu o Brasil

O Brasil encerra o período eleitoral de 2014 com a vitória de Dilma Rouseff. Para desespero dos adversários, o êxito de um projeto voltado ao combate às desigualdades e ao avanço das políticas sociais superou o ódio, a manipulação dos oligopólios midiáticos e as forças reacionárias.