certeza o Brasil estará no topo da lista.
Uma grande quantidade de partidos poderia ser positivo, caso eles representassem, pelo menos em sua maioria, programas ou pensamentos distintos, próprios, expressando os anseios de uma parcela da sociedade.
Portal de notícias de Salvador e região, por Itamar Ribeiro
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certeza o Brasil estará no topo da lista.
Uma grande quantidade de partidos poderia ser positivo, caso eles representassem, pelo menos em sua maioria, programas ou pensamentos distintos, próprios, expressando os anseios de uma parcela da sociedade.
Quando comecei a trabalhar como repórter de O Globo, no Rio, em 1958, metade da redação recusava-se a utilizar as máquinas de escrever Remington. Acostumados a escrever a mão, em laudas não pontilhadas, os velhos companheiros que a gente admirava de longe, sem coragem de puxar conversa, mandavam sua produção para as oficinas, no andar de baixo.
Nos últimos anos, inaugurou-se uma nova esfera da vida pública: a internet. Ou, melhor dizendo, instituiu-se na vida de quase todo mundo a dimensão das redes sociais. Nela, estranhamente, pessoas comuns, homens e mulheres considerados normais dentro de parâmetros consensuais, tornam-se, ao menor estímulo, bestas-feras dispostas a desfilar um corolário de ofensas inimagináveis.
O jornalista Nathaniel Parish Flannery, colaborador de várias publicações americanas em áreas como crime organizado, política, cultura e economia, escreveu um bom artigo no site da Forbes sobre a Copa do Mundo.
Para aqueles que aspiram ser jornalistas hoje em dia, a primeira lição é: deve querer ser jornalista porque crê que está fazendo algo útil, e que se está realizando quando o faz? do contrário, melhor trabalhar em um banco, onde há menos estresse e mais dinheiro e respeitabilidade. Mesmo assim, poucas profissões oferecem um impacto tão importante e necessário para a sociedade quanto o jornalismo.
Conforme a lei eleitoral, não pode passar de hoje o anúncio, pelos tucanos, de quem será o co-piloto de Aécio Neves. Aliás, já deveria ter sido escolhido há algum tempo o candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de Minas.
Nessa Copa já houve coisa que Deus duvidava. Chilenos ensandecidos invadindo o Maracanã num típico efeito manada e desembocando sem querer sobre telas, câmeras, computadores e um batalhão de jornalistas do mundo inteiro na central de cobertura dos jogos. A seleção croata fotografada em nu frontal na Bahia com direito a blur peniano. Yellow blocs (o novo sinônimo de almofadinhas, substituindo precocemente os coxinhas) em Sumpaulo protestando com ira profunda por pagar milhares de reais pra ver o Brasil jogar num camarote VIP e ao chegar lá descobrir que ao invés de 200 havia quatro mil pessoas no espaço ostentação.
Não importa se quem estava no Itaquerão, no dia da Abertura da Copa do Mundo, fazia parte da elite, de uma minoria reacionária, ou uma representatividade do povo brasileiro, como bem quer a oposição. Independentemente do segmento social, político ou econômico, os xingamentos dirigidos à presidenta Dilma significam, antes de tudo, uma deseducação, uma falta de respeito, uma postura inadequada.
Joaquim Barbosa viaja para Miami logo depois de deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal e sua cadeira de ministro, dia 30. Pretende ficar por um tempo longo nos Estados Unidos, com um projeto específico: escrever um livro onde muitos capítulos serão dedicados ao mensalão, mas não se limitará ao episódio. Sua trajetória até a mais alta corte nacional de justiça merecerá igual destaque.
Quando o Brasil entrar em campo contra a Croácia, às 17h do próximo dia 12, em São Paulo, no estádio do Itaquerão – que os manos corintianos não me leiam -, certamente milhões de brasileiros deixarão para trás todas as farpas dirigidas nos últimos meses contra Copa e assumirão sem vergonha e até com orgulho seu lado torcedor. Alguns o farão porque a excitação causada pelo futebol falará mais alto, desbotando as críticas contra tudo o que as preparações para a Copa representaram: mentiras políticas, ausência do tal legado tal qual foi prometido, improvisação e desvio de dinheiro.