Prefeitura apresenta projeto executivo e contrata a FGV para elaborar estudo de viabilidade; complexo prevê geração de cerca de 2,6 mil empregos e deve impulsionar novos investimentos privados
Feira de Santana deu nesta quinta-feira (30) um dos mais importantes passos para a implantação de um empreendimento que promete redefinir o potencial turístico e econômico do município. O prefeito José Ronaldo de Carvalho apresentou o projeto executivo do futuro Parque Náutico do Rio Jacuípe e assinou o contrato com a Fundação Getulio Vargas (FGV), que ficará responsável pela elaboração do estudo de viabilidade econômico-financeira do complexo.
Planejado para ocupar uma área de 260 mil metros quadrados pertencente ao município, nas proximidades do condomínio Alphaville, o parque foi concebido para integrar lazer, esporte, turismo, cultura e preservação ambiental. A expectativa da administração municipal é que o equipamento se torne um novo vetor de desenvolvimento, atraindo investimentos privados e consolidando Feira de Santana como destino para eventos e atividades náuticas.
Investimento estruturante
Ao apresentar o projeto, José Ronaldo afirmou que o parque representa uma obra estratégica para o futuro da cidade. Segundo o prefeito, o empreendimento responde a uma demanda histórica da população por espaços públicos modernos voltados ao lazer e à convivência, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de crescimento econômico.
“O município reúne condições para receber um equipamento dessa dimensão, capaz de fortalecer o turismo, movimentar a economia e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou.
Projeto amadurecido ao longo de duas décadas
O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, explicou que a proposta começou a ser estruturada em 2001 e foi sendo aperfeiçoada até alcançar o atual estágio de desenvolvimento. Para ele, trata-se de um projeto pensado para as próximas gerações e com potencial para reposicionar Feira de Santana no cenário do turismo baiano.
Nesta primeira fase, destinada aos estudos técnicos e à modelagem econômico-financeira, a Prefeitura investirá R$ 2,9 milhões.
Geração de empregos e impacto econômico
Além de ampliar a oferta de lazer, o parque deverá produzir efeitos diretos na economia regional. A previsão é de aproximadamente 1.300 empregos durante a fase de implantação e outros 1.300 postos de trabalho permanentes quando o complexo entrar em funcionamento.
A administração municipal aposta ainda no efeito multiplicador do empreendimento, com a instalação de hotéis, restaurantes, centros de serviços e novos investimentos voltados ao turismo e ao entretenimento.
Potencial do Rio Jacuípe
Um dos principais diferenciais do projeto é a utilização do Rio Jacuípe como eixo de desenvolvimento. Dos 133 quilômetros de extensão do rio, cerca de 45 quilômetros são navegáveis, condição considerada estratégica para o funcionamento das atividades náuticas e para a integração de comunidades da região.
Segundo Carlos Brito, o complexo permitirá que Feira de Santana passe a explorar um patrimônio natural historicamente pouco aproveitado.
Estrutura de padrão nacional
O projeto prevê uma marina para embarcações de pequeno e médio porte, píer flutuante, atracadouro, garagem náutica e estacionamentos ecológicos. O espaço também contará com quadras para esportes de areia, tênis de praia, campo gramado, pista de corrida, áreas de convivência e decks destinados à contemplação da paisagem.
Na área cultural, está prevista uma arena multiuso para realização de shows, festivais e grandes eventos, implantada em local estrategicamente escolhido para minimizar impactos à vizinhança.
A gestão do parque será realizada por meio de concessão simples, modelo que permitirá a exploração comercial de parte da estrutura, garantindo o retorno dos investimentos ao município sem restringir o acesso gratuito da população.
FGV conduzirá estudos técnicos
Representando a Fundação Getulio Vargas, Filipe Bittencourt afirmou que a instituição colocará sua experiência técnica à disposição do município para desenvolver um modelo sustentável e atrativo ao mercado.
Ele lembrou que a FGV já mantém parcerias com Feira de Santana, entre elas os estudos realizados em conjunto com a Caixa Econômica Federal que contribuem para a implantação de 25 creches de grande porte no município.
Ato reuniu lideranças políticas e empresariais
A apresentação do projeto contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima, secretários municipais, vereadores, representantes de entidades empresariais, lideranças do setor produtivo, entre elas o presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana, Geraldo Pires, além de representantes da imprensa.
Com a contratação dos estudos de viabilidade, a Prefeitura inicia a etapa técnica que definirá o modelo econômico do empreendimento e abrirá caminho para a futura execução de uma das maiores obras de infraestrutura voltadas ao turismo e ao lazer já planejadas para Feira de Santana.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto:ACM/SECOM

