Maria Clécia se despede da Polícia Civil após uma trajetória de dedicação, liderança e compromisso com a justiça

Delegada encerra carreira deixando um legado de excelência na segurança pública, marcado pela defesa das mulheres, crianças e adolescentes e pela formação de novas gerações de profissionais do Direito

Após décadas dedicadas à segurança pública, a delegada Maria Clécia Vasconcelos de Moraes Firmino Costa encerra oficialmente sua carreira na Polícia Civil da Bahia. A aposentadoria voluntária, publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (5), marca o fim de uma trajetória construída com firmeza, competência e profundo compromisso com a proteção da sociedade, consolidando seu nome entre os mais respeitados da instituição.

A aposentadoria foi formalizada por meio da Portaria nº 01101234, de 4 de agosto de 2026, assinada pelo secretário da Administração do Estado da Bahia, Rodrigo Pimentel de Souza Lima.

Natural de Alagoas, Maria Clécia fez da Bahia sua terra de trabalho e de realizações profissionais. Ao longo de sua carreira, acumulou experiências em áreas estratégicas da Polícia Civil, exercendo funções de comando e liderança que contribuíram para o fortalecimento da segurança pública no interior do estado. Coordenou as Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Corpins) de Irecê, Itaberaba e Serrinha, além de dirigir a 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, sempre pautando sua atuação pela eficiência investigativa, pelo respeito à legalidade e pela valorização do trabalho policial.

Foi em Feira de Santana, entretanto, que seu nome ganhou reconhecimento ainda mais expressivo. Durante anos, esteve à frente da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), tornando-se uma das principais referências baianas no enfrentamento à violência doméstica e familiar. Sob sua liderança, a unidade fortaleceu ações de investigação, acolhimento e proteção às vítimas, combinando rigor técnico, sensibilidade humana e compromisso com a garantia dos direitos das mulheres.

Em sua etapa final na carreira, assumiu a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e acumulou a direção da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra Crianças e Adolescentes (Dercca), reafirmando sua dedicação à defesa da infância e da juventude e ao combate aos crimes que atingem os segmentos mais vulneráveis da população.

A contribuição de Maria Clécia ultrapassou os limites da atividade policial. Como professora universitária e palestrante, compartilhou conhecimento e experiência em diversas instituições de ensino superior da Bahia, especialmente em Feira de Santana, formando profissionais do Direito e inspirando novos integrantes das carreiras jurídicas e da segurança pública.

O reconhecimento à sua atuação veio também por meio de homenagens públicas. Em 2025, recebeu a Comenda Maria Quitéria, uma das mais importantes distinções concedidas pelo município de Feira de Santana. Ao receber a honraria, dedicou o reconhecimento às mulheres que, segundo suas palavras, “batalham em silêncio” todos os dias, reafirmando o compromisso que norteou toda a sua vida profissional.

Mais do que encerrar um ciclo funcional, a aposentadoria de Maria Clécia representa o legado de uma servidora pública que fez da autoridade um instrumento de proteção, da investigação um compromisso com a verdade e da justiça uma missão de vida. Seu nome permanece inscrito na história da Polícia Civil da Bahia como exemplo de liderança, integridade, coragem e dedicação ao interesse público, inspirando as futuras gerações de policiais e reafirmando o papel transformador das mulheres nas instituições de segurança.

Editor – Soteropolis Noticias

Foto:Ascom/PCBA

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