Taxa caiu pela quinta vez seguida, mas Banco Central mantém cautela sobre os próximos passos
A Selic caiu para 13,75% ao ano, após o Banco Central reduzir os juros básicos em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16). Foi o quinto corte consecutivo.
O detalhe que chama atenção é que a nova taxa já alcançou o nível que o mercado financeiro esperava somente para o final de 2026.
A mediana das projeções do boletim Focus, com dados coletados até 11 de setembro, também apontava Selic de 13,75% em dezembro. Mas isso não significa que o Banco Central decidiu encerrar o ciclo de cortes.
O que pode acontecer agora?
O Copom não antecipou qual será sua próxima decisão. A tendência dos juros continuará sendo analisada de acordo com o comportamento da inflação, da atividade econômica e das expectativas do mercado.
E há um ponto importante: o próprio Focus não determina o que o Banco Central fará. Trata-se apenas da projeção das instituições consultadas pelo mercado.
A inflação continua sendo uma preocupação. A previsão do Focus para o IPCA de 2026 está em 4,90%, acima da meta de 3%. Ao mesmo tempo, a economia começa a mostrar sinais de perda de ritmo.
O IBC-Br, considerado uma prévia do desempenho do PIB, caiu 0,2% em julho, depois de recuar 0,6% em junho. Foi a segunda queda mensal consecutiva.
E o bolso do brasileiro?
A queda da Selic pode, com o tempo, contribuir para reduzir o custo dos empréstimos e financiamentos. Mas o consumidor não deve esperar uma mudança imediata nas taxas cobradas pelos bancos.
Para quem está endividado ou depende de crédito, 13,75% ao ano ainda representa juros elevados.
A próxima reunião do Copom está prevista para novembro, depois das eleições. Até lá, novos dados sobre inflação, atividade econômica e expectativas do mercado ajudarão a indicar os próximos passos.
Por enquanto, uma coisa é certa: a taxa que o mercado esperava para dezembro chegou três meses antes. Agora, a pergunta é se ela vai permanecer nesse nível até o fim do ano ou se haverá espaço para novas reduções.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Fonte: informações do Banco Central e boletim Focus.

