Partido destina maior fatia do Fundo Eleitoral à reeleição do presidente, amplia investimento nas candidaturas ao Senado e inicia planejamento financeiro para a disputa nacional
A pouco mais de três meses do primeiro turno das Eleições 2026, o Partido dos Trabalhadores (PT) definiu como distribuirá os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A prioridade da legenda será a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que receberá cerca de R$ 126 milhões, conforme deliberação da Comissão Executiva Nacional do partido.
A estratégia também fortalece as candidaturas proporcionais e majoritárias da sigla. Do total destinado pelo partido, R$ 326 milhões serão aplicados nas campanhas de deputados federais e senadores. Somente para a disputa ao Senado, o PT reservou R$ 61,9 milhões, equivalente a 10,08% do Fundo Eleitoral, valor quatro vezes superior ao destinado às eleições de 2022.
No total, o PT contará com R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral para financiar seus candidatos em todo o país. Apesar da expressiva quantia, a legenda ficará atrás apenas do Partido Liberal (PL), que receberá R$ 881,7 milhões, a maior parcela entre todas as siglas brasileiras.
TSE mantém teto de gastos sem correção pela inflação
Paralelamente à definição dos recursos pelos partidos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter os mesmos limites de gastos de campanha utilizados nas eleições de 2022, sem qualquer atualização pela inflação.
Dessa forma, os candidatos à Presidência da República poderão investir até R$ 88,9 milhões no primeiro turno. Caso a eleição seja decidida em segundo turno, o limite sobe para R$ 133,4 milhões.
Os tetos para candidatos aos governos estaduais e ao Senado variam conforme o número de eleitores de cada unidade da Federação. Já os candidatos a deputado federal poderão gastar até R$ 3,17 milhões, enquanto os postulantes às Assembleias Legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal terão limite de R$ 1,27 milhão.
Campanha entra na fase de organização financeira
Com a distribuição dos recursos praticamente definida e os limites de gastos mantidos pela Justiça Eleitoral, os partidos aceleram a organização financeira de suas campanhas. A definição do orçamento servirá de base para a estratégia eleitoral, a contratação de equipes, a produção de material de divulgação e as ações de mobilização em todo o país.
A aplicação dos recursos públicos e o cumprimento dos tetos de despesas serão acompanhados pela Justiça Eleitoral, que fiscalizará a prestação de contas dos candidatos e partidos durante todo o processo eleitoral. A partir deste mês, as legendas intensificam os preparativos para uma das disputas mais importantes da história recente do país.
Da Redação – Soteropolis Noticias
Foto: PT Brasil / X

